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El Niño deve permanecer até 2027 e aumentar risco de eventos climáticos extremos no Brasil

Segundo o levantamento, a tendência é que os efeitos do fenômeno se intensifiquem ao longo do segundo semestre deste ano

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reprodução

Uma análise divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em conjunto com outros órgãos do governo federal, aponta que o fenômeno El Niño deve continuar influenciando o clima brasileiro pelo menos até o início de 2027. A previsão indica ainda que ele pode atingir a categoria de “muito forte”, quando o aquecimento das águas do Oceano Pacífico supera os 2°C.

Segundo o levantamento, a tendência é que os efeitos do fenômeno se intensifiquem ao longo do segundo semestre deste ano, com maior impacto durante a primavera e o início do verão. Nesse período, aumenta a possibilidade de ocorrência de eventos climáticos extremos em diferentes regiões do país.

Embora tenha origem no Oceano Pacífico, o El Niño altera a circulação dos ventos e a distribuição da umidade na atmosfera, influenciando o clima em diversas partes do planeta. Entre as consequências estão ondas de calor mais intensas, períodos de seca, aumento do risco de queimadas e chuvas fortes capazes de provocar temporais e alagamentos.

Especialistas alertam que o comportamento do fenômeno exige monitoramento constante, já que seus impactos variam conforme a região e podem afetar setores como agricultura, abastecimento de água e geração de energia, além de aumentar os riscos para a população em áreas vulneráveis.