Os bondes históricos e outros bens ferroviários abandonados na Estação Leopoldina, no Centro do Rio, vão começar a ser retirados pelo Governo do Estado após decisão da Justiça Federal. O material será levado para o Complexo Ferroviário de Deodoro, na Zona Norte.
A Justiça determinou, em 28 de abril, a retirada dos bens para permitir o avanço das obras de revitalização da estação. O prazo era de 30 dias e, em caso de descumprimento, a multa poderia chegar a R$ 3 milhões.
Para cumprir a decisão, a Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central) assinou um contrato emergencial de R$ 2,87 milhões com a empresa COL – Central de Logística Limitada. O serviço inclui a remoção, o içamento e o transporte de 15 bens, entre eles cinco bondes, locomotivas, vagões, trens ferroviários, guindastes e cofres. A ordem de início foi emitida em 29 de julho, com prazo de 30 dias para conclusão.
A retirada dos equipamentos é discutida há pelo menos quatro anos. Em 2022, a União firmou um convênio com o Estado para a desmobilização dos bens ferroviários. Segundo a União, a permanência do material poderia inviabilizar o projeto de restauração da estação, com prejuízo estimado em cerca de R$ 94 milhões.
As obras de restauração da Estação Leopoldina estão com cerca de 60% de execução. Em nota, a Prefeitura do Rio afirmou que a retirada do material rodante é um passo importante para o andamento das obras. Já a Central informou que o processo está na fase de trâmites e preparativos.








