A Justiça adiou a última audiência do processo que apura um caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em janeiro deste ano, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. A audiência, que estava marcada para esta sexta-feira (07/08), foi remarcada para a próxima quinta-feira (13/08).
O adiamento ocorreu após a publicação de um decreto estadual que estabeleceu ponto facultativo nas repartições públicas nesta sexta, em razão da previsão de ventos fortes no estado.
Segundo o advogado Edson Fontes, que representa Bruno Felipe dos Santos Allegretti, a próxima audiência deve contar com o depoimento das testemunhas de defesa e, depois, com o interrogatório dos acusados.
Bruno, João Gabriel Xavier Bertho, Matheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin estão presos desde março e respondem pelos crimes de estupro qualificado e cárcere privado. Um adolescente de 17 anos também é apontado pela investigação como participante do ato infracional e está submetido a medida de internação.
A defesa de Bruno afirma que ele pretende apresentar sua versão dos fatos durante o interrogatório e nega a acusação. As defesas dos outros réus ainda não foram localizadas pela reportagem.
Relembre o caso
O crime teria acontecido na noite de 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana. De acordo com o relato da vítima à polícia, ela foi convidada por um colega da escola, com quem já havia se relacionado, para ir à casa de um amigo.
Segundo a investigação, ao chegar ao imóvel, a adolescente teria sido levada para um quarto, onde ficou trancada com quatro homens. Câmeras de segurança registraram a chegada dos envolvidos ao prédio e a saída deles durante a madrugada.
A investigação é conduzida pela 12ª DP (Copacabana). Os quatro adultos se entregaram à polícia no início de março e estão presos desde então.
Em abril, a Vara da Infância e da Juventude determinou a internação do adolescente apontado como participante do caso. A decisão considerou a gravidade da acusação e as circunstâncias investigadas.
O processo segue em andamento e os acusados ainda não foram julgados em definitivo.








