O volume de serviços no Brasil ficou estável em junho de 2026, na comparação com maio, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado de 0,0% veio após uma queda de 0,2% em maio e manteve o setor próximo do maior nível da série histórica.
Com o desempenho de junho, o volume de serviços ficou 19,9% acima do patamar de fevereiro de 2020, antes da pandemia de Covid-19, e apenas 0,3% abaixo do recorde registrado em outubro de 2025.
Na comparação com junho de 2025, houve crescimento de 2,0%, o 27º resultado positivo consecutivo nessa base. No primeiro semestre, o setor também acumulou alta de 2,0%, enquanto o resultado em 12 meses ficou em 2,6%.
Quatro dos cinco segmentos recuam
Apesar da estabilidade no índice geral, quatro dos cinco segmentos pesquisados pelo IBGE registraram queda em junho.
Os serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 1,4%, depois de acumularem alta de 3% nos dois meses anteriores. Também houve retração em outros serviços (-2,2%), serviços prestados às famílias (-1,2%) e transportes (-0,1%).
O único resultado positivo veio de informação e comunicação, com alta de 1,8%. O segmento acumula três meses consecutivos de crescimento.
Na comparação anual, informação e comunicação também liderou os resultados, com avanço de 9,4%. Serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 2,8%, enquanto os serviços prestados às famílias tiveram alta de 1,7%.
No primeiro semestre, informação e comunicação acumulou crescimento de 6,8%, seguida por serviços profissionais, administrativos e complementares, com 2,4%, e serviços prestados às famílias, com 2%. Transportes foi o único segmento a apresentar retração, de 1,2%.
Rio tem alta de 0,1%
Entre maio e junho, 16 das 27 unidades da Federação registraram queda no volume de serviços. O Rio de Janeiro teve alta de 0,1%, enquanto São Paulo, principal influência positiva, avançou 0,6%.
Na comparação com junho de 2025, o Rio também apresentou resultado positivo, enquanto o setor registrou crescimento em 14 estados.
No acumulado do primeiro semestre, 14 unidades da Federação tiveram alta. São Paulo e Mato Grosso cresceram 4%, enquanto o Distrito Federal avançou 9,1%.
Turismo recua 3,4% no mês
As atividades turísticas tiveram desempenho pior que o setor de serviços em geral. O volume caiu 3,4% em junho, na comparação com maio, no segundo resultado negativo consecutivo. Em dois meses, a retração acumulada chegou a 3,8%.
Dos 17 locais pesquisados pelo IBGE, 16 registraram queda. O Rio de Janeiro teve retração de 2% em junho.
Na comparação com junho de 2025, o turismo recuou 5,3%, quarto resultado negativo consecutivo. No primeiro semestre, a queda foi de 0,9%.
Apesar do resultado nacional, o Rio acumulou crescimento de 5,4% no turismo entre janeiro e junho, o melhor desempenho entre os estados destacados pelo levantamento.
Transporte de passageiros recua
O transporte de passageiros caiu 4% em junho, na comparação com maio, e acumulou perda de 5,1% nos dois últimos meses. Na comparação anual, a queda chegou a 11,1%.
Já o transporte de cargas recuou apenas 0,1% no mês e registrou alta de 0,5% em relação a junho de 2025. No primeiro semestre, o transporte de passageiros acumulou queda de 2,9%, enquanto o de cargas cresceu 0,4%.








