A campanha para o governo do Rio de Janeiro começa oficialmente neste domingo (16), com os principais candidatos adotando estratégias diferentes para marcar o início da corrida eleitoral.
Douglas Ruas (PL) participa de um ato em Copacabana ao lado de Flávio Bolsonaro. Eduardo Paes (PSD) mantém a tradição de subir a escadaria da Igreja da Penha, na Zona Norte. Já Anthony Garotinho (Republicanos) inicia a campanha com um “adesivaço” em Campos dos Goytacazes, seu principal reduto político.
As agendas refletem as diferentes bases eleitorais e alianças construídas pelos candidatos. Ruas aposta na aproximação com o grupo político ligado ao bolsonarismo e na força eleitoral de São Gonçalo. Paes começa a disputa à frente nas pesquisas e com uma rede ampliada de apoios em diferentes regiões do estado, especialmente na Baixada Fluminense. Garotinho concentra os primeiros compromissos no Norte Fluminense, onde mantém uma base política construída ao longo de sua trajetória.
Ruas inicia campanha ao lado de Flávio Bolsonaro
Douglas Ruas fará a largada da campanha às 11h de domingo, com concentração a partir das 10h, na altura do Posto 5, em Copacabana. O candidato estará ao lado de Flávio Bolsonaro, que disputa a Presidência da República pelo PL.
O evento foi anunciado como uma manifestação aberta na orla. Os organizadores convocaram apoiadores a usar camisas de Bolsonaro e levar bandeiras para a caminhada.
A participação de Flávio Bolsonaro também coloca em evidência a estratégia de Ruas de associar sua candidatura ao eleitorado bolsonarista no estado.
Paes mantém tradição na Igreja da Penha
Eduardo Paes deve participar de uma missa por volta das 7h, na Basílica Santuário de Nossa Senhora da Penha, na Zona Norte, e depois subir a escadaria ao lado de apoiadores.
O ritual faz parte da trajetória eleitoral de Paes e foi incorporado à sua campanha a partir de uma tradição associada ao ex-prefeito Cesar Maia. A programação do candidato após a missa ainda não havia sido divulgada.
Paes inicia a campanha em posição de destaque nas pesquisas e com alianças ampliadas em diferentes regiões do estado. Na Baixada Fluminense, nove dos 13 prefeitos já sinalizaram apoio ao ex-prefeito.
Garotinho concentra agenda em Campos
Anthony Garotinho também escolheu sua principal área de influência para iniciar a campanha. O ex-governador fará um “adesivaço” em Campos dos Goytacazes ao lado do filho, Wladimir Garotinho, atual prefeito do município.
A mobilização deverá reunir aliados e também será realizada em outros municípios da região. Na segunda-feira (17), Garotinho seguirá para São Fidélis, onde fará uma caminhada, antes de retornar a Campos para um ato de oficialização da campanha.
Na última pesquisa Genial/Quaest citada no levantamento, Garotinho apareceu empatado com Douglas Ruas na segunda colocação, com 10% das intenções de voto.
Baixada concentra disputa por alianças
A Baixada Fluminense representa 21,9% do eleitorado do estado e se tornou uma das principais áreas de disputa entre os candidatos. Paes conta com apoios em cidades como Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti.
Ruas tem o apoio dos prefeitos de Mesquita, Nilópolis e Guapimirim e tenta ampliar sua presença na região. Na sexta-feira, o candidato participa de uma caminhada com mulheres em Nova Iguaçu.
A agenda ocorre depois de compromissos em Queimados e de reuniões com lideranças locais. Entre os movimentos recentes está a aproximação de Rogério Lisboa e do prefeito Dudu Reina com Paes, após Lisboa deixar a composição que previa sua candidatura a vice de Ruas.
Candidatos ampliam presença pelo estado
Além da Baixada, os candidatos também intensificaram agendas em outras regiões. Ruas esteve em Areal, no Centro-Sul Fluminense, em reunião com vereadores, enquanto busca ampliar sua presença em municípios da região.
Paes visitou Volta Redonda, Barra Mansa e Resende, no Sul Fluminense. Durante os compromissos, abordou questões relacionadas ao transporte público e apresentou propostas para a mobilidade metropolitana.
Entre as promessas citadas pelo candidato estão melhorias nos trens, a transformação da Central do Brasil em um polo de mobilidade e a retomada do projeto da Linha 3 do metrô, com ligação até São Gonçalo.








