A Prefeitura do Rio, em conjunto com o Governo do Estado, interditou, na manhã desta quinta-feira (13/08), depósitos ilegais nas ruas Carvalho de Mendonça e Domingos Ferreira, em Copacabana, e na Rua Gustavo Sampaio, no Leme, na Zona Sul do Rio. Foram apreendidos três toneladas de equipamentos, com capacidade de gerar uma receita mensal de cerca de R$ 114.000 para o crime organizado. O combate aos espaços de armazenamento utilizados ilegalmente faz parte do Programa Tolerância Zero, que tem por objetivo promover a desarticulação da cadeia logística criminosa responsável por abastecer e financiar o comércio ilegal na orla da Zona Sul.
Os agentes estiveram nos locais entre 7h e 13h. Também participaram da ação agentes do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (IVISA-Rio), Comlurb, Guarda Municipal, CET-Rio, Defesa Civil e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, além da Secretaria de Estado da Segurança Pública, Polícia Militar do Rio de Janeiro e das concessionárias Águas do Rio e Light. As mercadorias e estruturas apreendidas foram encaminhadas diretamente ao Depósito Público Municipal de Bonsucesso, na Zona Norte. Qualquer objeto ou mercadoria pode ser recuperado pelos proprietários mediante apresentação da nota fiscal e o cumprimento administrativo legal.
A Secretaria Municipal de Urbanismo (SMDU), em conjunto com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), está averiguando os espaços fiscalizados, com o intuito de dar uma nova finalidade pública a esses locais. As ações aconteceram subsidiadas por relatórios de inteligência produzidos pela SEOP, com informações compartilhadas com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) e o Gabinete de Segurança Institucional do Governo do Estado (GSI).
Programa Tolerância Zero
Estabelecido no início de julho, a nova política permanente de ordenamento urbano foi implantada na orla do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, com ações diárias para recuperar os espaços públicos, combater atividades comerciais criminosas, proteger quem trabalha dentro da lei e impedir a reocupação das áreas fiscalizadas. Coordenado pela SEOP, o programa se baseia na ocupação territorial contínua, no patrulhamento ostensivo e na fiscalização integrada, com uso de tecnologias de monitoramento.
Em sua primeira fase, concentrou esforços na ocupação territorial permanente do calçadão, restabelecendo a livre circulação de pedestres. A sua segunda fase foca no combate aos espaços de armazenamento utilizados ilegalmente, com o objetivo de desarticular a cadeia logística criminosa responsável por abastecer e financiar o comércio ilegal na orla da Zona Sul. Já a terceira fase expandiu a atuação dos agentes também para as Avenidas Nossa Senhora de Copacabana e Rainha Elisabeth, em Copacabana, para a Rua Prudente de Morais, em Ipanema, e para a Avenida General San Martin, no Leblon








