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Brasileiros se dividem sobre risco de interferência estrangeira nas eleições de 2026

Pesquisa Quaest mostra diferença de apenas três pontos entre os que acreditam e os que descartam a possibilidade de influência externa no pleito

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Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

Os brasileiros estão divididos sobre a possibilidade de outros países interferirem nas eleições de 2026. Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (17/08) mostra que 48% dos entrevistados não acreditam nessa possibilidade, enquanto 45% consideram que existe risco de interferência. Outros 7% não souberam ou preferiram não responder.

A percepção muda de acordo com o posicionamento político dos eleitores. Entre os bolsonaristas, 64% acreditam que países estrangeiros podem interferir nas eleições, enquanto 31% descartam essa hipótese.

Entre os lulistas, o cenário é o oposto: 60% não acreditam em uma possível interferência externa, e 33% consideram que ela pode acontecer.

A pesquisa também perguntou quem seria mais beneficiado caso houvesse influência de governos estrangeiros. Entre os entrevistados que acreditam nessa possibilidade, 57% avaliam que candidatos de direita seriam os principais beneficiados. Para 22%, a maior vantagem seria para candidatos de esquerda. Outros 5% acreditam que os dois lados seriam beneficiados igualmente, e 16% não souberam ou não responderam.