A Justiça autorizou, na noite de quarta-feira (19/08), a cremação dos corpos das três colombianas que morreram na queda de um helicóptero durante um passeio turístico no Rio de Janeiro. A família aguardava a liberação para realizar o procedimento e levar as cinzas das vítimas de volta à Colômbia.
A autorização foi concedida perto da meia-noite, segundo o advogado que representa os familiares. Com a decisão, os procedimentos para a cremação já estão sendo organizados.
As vítimas são Dayan Sofia Murillo Manrique, de 17 anos; Wendy Yolani Manrique Cubillos, de 37; e Lida Rocio Cubillos Cardenas, de 59 anos. O piloto da aeronave, Alessandro Rocha, de 51 anos, também morreu no acidente.
A identificação dos corpos levou alguns dias porque as vítimas morreram carbonizadas. Foram necessários exames odontológicos e análises antropológicas para confirmar as identidades. O processo foi concluído no dia 12 de agosto.
Helicóptero caiu durante passeio turístico
O acidente aconteceu no sábado (08/08). O helicóptero havia decolado do Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, para um passeio panorâmico contratado pela família. A aeronave sobrevoaria pontos turísticos da cidade, incluindo o Cristo Redentor.
Cerca de uma hora depois da decolagem, o helicóptero caiu em uma área de mata fechada da Floresta da Tijuca, perto da Vista Chinesa, e pegou fogo. As quatro pessoas que estavam a bordo morreram no local.
As três colombianas viajavam com outros três familiares. Como o grupo tinha seis pessoas, o passeio seria feito em dois voos. As três vítimas embarcaram primeiro, enquanto os demais aguardavam no aeroporto. A família soube da queda cerca de uma hora depois.
As causas do acidente ainda são investigadas pelo Cenipa e pela 19ª DP (Tijuca).
Empresas tiveram operações suspensas
Após o acidente, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Prefeitura do Rio anunciaram novas medidas para os voos panorâmicos.
Quatro empresas tiveram os voos panorâmicos suspensos e outras cinco foram proibidas de operar no heliponto da Lagoa, na Zona Sul. Segundo a prefeitura, algumas das empresas não tinham autorização para realizar voos panorâmicos a partir do local.








