O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia estender por mais um mês a subvenção de R$ 0,44 por litro concedida à gasolina. O benefício, criado para reduzir o impacto da alta do petróleo sobre os preços dos combustíveis no mercado brasileiro, está previsto para terminar em 31 de agosto.
A possibilidade de prorrogação ganhou força diante da permanência das cotações internacionais do petróleo em níveis elevados. A continuidade das tensões no Oriente Médio, somada a novos atritos entre Estados Unidos e Irã, aumentou a volatilidade do mercado e passou a ser considerada pelo governo na análise sobre a manutenção do auxílio.
O subsídio está em vigor desde 25 de maio e integra um pacote de medidas adotadas para tentar amortecer os efeitos da valorização do petróleo sobre o preço final da gasolina. Os recursos são repassados diretamente a produtores e importadores do combustível.
Nos dois meses de vigência considerados até agora, o custo da iniciativa ficou em torno de R$ 2,4 bilhões.
Petróleo perto de US$ 94 pressiona decisão
A avaliação do Palácio do Planalto ocorre em um momento de nova pressão sobre o preço do petróleo no mercado internacional.
O barril do Brent encerrou esta quinta-feira próximo dos US$ 94, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã após a imposição de novas sanções econômicas por Washington.
Para integrantes do governo, a instabilidade no mercado internacional e a dificuldade de prever uma redução consistente das cotações reforçam a justificativa para manter o mecanismo por um período adicional.
A preocupação é evitar que uma eventual retirada abrupta da subvenção, em um cenário de petróleo valorizado, provoque pressão adicional sobre os preços domésticos da gasolina.
O desenho da medida permite que o auxílio seja direcionado diretamente a produtores e importadores, em vez de ser repassado ao consumidor por meio de um pagamento específico. A estratégia busca reduzir parte dos custos envolvidos na comercialização do combustível e limitar a transmissão das oscilações internacionais para os preços internos.








