O número de crimes conhecidos como “justiça com as próprias mãos”, previstos no Código Penal como “exercício arbitrário das próprias razões”, cresceu 25% no Rio de Janeiro no primeiro trimestre deste ano. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), o número de registros de exercício arbitrário das próprias razões no estado passou de 402 no primeiro trimestre de 2025 para 504 nos três primeiros meses de 2026. A alta é de 25%. Em todo o ano passado, foram 1.609 registros. A média deste ano é de 5,6 casos por dia.
O crescimento ocorre em um contexto em que moradores e comerciantes de Copacabana relatam a atuação de homens contratados para fazer a segurança de estabelecimentos e que circulam pelas ruas com porretes ou cassetetes.
O aumento ocorre enquanto a Polícia Civil investiga a morte de um ciclista espancado em Copacabana por um grupo que incluía dois homens que trabalhavam como seguranças na região.
No bairro, ihomens que atuam como seguranças circulando pelas ruas com cassetetes, numa posição de patrulha. Contudo, segundo a regulamentação da Polícia Federal, a realização de rondas ou vigilância em vias públicas, armada ou desarmada, configura segurança privada clandestina.
A atuação desses profissionais ganhou atenção após a morte de Cláudio Rafael Landeiro, espancado na madrugada de 12 de agosto depois de ser acusado, sem provas, de ter roubado uma bicicleta. Segundo a investigação, dois seguranças e dois entregadores participaram das agressões. Um dos seguranças aparece nas imagens com um porrete utilizado para golpear a vítima.








