Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
STF autoriza PF a acessar investigações sobre produtora de filme de Bolsonaro
Política
STF autoriza PF a acessar investigações sobre produtora de filme de Bolsonaro
Cinzas de turistas colombianas devem deixar o Rio ainda nesta semana
Rio de Janeiro
Cinzas de turistas colombianas devem deixar o Rio ainda nesta semana
Prazo para placas 3, 4 e 5 no RJ termina na próxima segunda-feira (31)
Estado
Prazo para placas 3, 4 e 5 no RJ termina na próxima segunda-feira (31)
Prefeitura leva serviços e Ouvidoria aos bairros de Nova Iguaçu nesta semana
Nova Iguaçu
Prefeitura leva serviços e Ouvidoria aos bairros de Nova Iguaçu nesta semana
Adilsinho é apontado pelo MP como mandante da morte de advogado no Rio
Estado
Adilsinho é apontado pelo MP como mandante da morte de advogado no Rio
DNA pode ajudar a encontrar desaparecidos no Rio e dar respostas às famílias
Estado
DNA pode ajudar a encontrar desaparecidos no Rio e dar respostas às famílias
Anvisa cancela registro do Elevidys, medicamento usado contra doença rara
Saúde
Anvisa cancela registro do Elevidys, medicamento usado contra doença rara
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Fux suspende julgamento de recurso de desembargador do Rio investigado por propina de R$ 500 mil

Ministro pediu vista em análise sobre tentativa de Cherubin Helcias Schwartz Júnior de encerrar inquérito no STJ

Siga-nos no

reprodução

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista e suspendeu o julgamento de um recurso apresentado pelo desembargador Cherubin Helcias Schwartz Júnior, do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). A defesa tenta encerrar um inquérito que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e investiga o magistrado por suspeita de corrupção. A informação foi divulgada pela coluna de Guilherme Amado, no Amado Mundo.

Cherubin é investigado sob suspeita de ter solicitado e recebido R$ 500 mil da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), em 2011, em troca de uma decisão judicial favorável à entidade.

O suposto pagamento foi revelado em uma delação premiada de José Carlos Lavouras, ex-presidente do Conselho de Administração da Fetranspor. Segundo o relato, o desembargador teria recebido o dinheiro e, posteriormente, votado a favor da federação em um processo que tramitava na 12ª Câmara Cível do TJRJ, na qual Cherubin atuava como revisor.

O recurso da defesa começou a ser analisado pela Segunda Turma do STF em 14 de julho. Relator do habeas corpus, o ministro Kassio Nunes Marques considerou que o pedido havia perdido o objeto.

O entendimento levou em conta uma decisão anterior do ministro Gilmar Mendes, que havia suspendido a investigação conduzida no STJ após apontar possíveis problemas relacionados à utilização de provas consideradas ilícitas.

O ministro Dias Toffoli acompanhou Nunes Marques. Com dois votos, o julgamento estava previsto para ser concluído na última sexta-feira (21).

A análise, porém, foi interrompida após Luiz Fux pedir vista dos autos. Com isso, o ministro terá mais tempo para examinar o processo antes de apresentar seu voto, e não há, por enquanto, uma nova data para a conclusão do julgamento.

O caso envolve duas discussões. A defesa de Cherubin busca o trancamento definitivo do inquérito, enquanto a investigação já está suspensa por decisão de Gilmar Mendes, que questionou a validade das provas utilizadas no procedimento.

Este é o terceiro pedido de vista feito por Luiz Fux em processos no STF relacionados às investigações envolvendo o desembargador Cherubin.

Em junho, Fux já havia interrompido outros dois julgamentos da Segunda Turma que analisavam questionamentos apresentados pelo magistrado contra medidas determinadas pelo STJ durante as apurações.

Entre as medidas estavam quebras dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Cherubin. Com os pedidos de vista, a definição sobre a validade dessas providências também ficou para uma data posterior.

As investigações tiveram como ponto central as declarações de José Carlos Lavouras, que afirmou, em acordo de colaboração premiada, que o desembargador teria recebido R$ 500 mil para favorecer a Fetranspor em um processo judicial.

A defesa tenta impedir a continuidade da apuração no STJ, enquanto o Supremo analisa os efeitos das decisões que questionaram a legalidade das provas utilizadas no inquérito.