Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Polícia Federal aponta esquema para promover imagem de Vorcaro e conter críticas nas redes
Geral
Polícia Federal aponta esquema para promover imagem de Vorcaro e conter críticas nas redes
Fachin derruba sigilo do caso Master e cobra ação imediata de Mendonça
Brasil
Fachin derruba sigilo do caso Master e cobra ação imediata de Mendonça
PMs viram réus pela morte de médica durante abordagem em Cascadura
Estado
PMs viram réus pela morte de médica durante abordagem em Cascadura
Garotinho tem candidatura ao governo do Rio rejeitada pelo TRE-RJ
Política
Garotinho tem candidatura ao governo do Rio rejeitada pelo TRE-RJ
Rio tem alerta de tempestade nesta sexta e previsão de chuva no fim de semana
Estado
Rio tem alerta de tempestade nesta sexta e previsão de chuva no fim de semana
Caiado é diagnosticado com pneumonia após internação em São Paulo
Política
Caiado é diagnosticado com pneumonia após internação em São Paulo
Mãe denuncia próprio filho após idoso ser morto durante assalto em Duque de Caxias
Baixada Fluminense
Mãe denuncia próprio filho após idoso ser morto durante assalto em Duque de Caxias
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Auditoria aponta irregularidades em contrato do Poupatempo e diferença de R$ 15 milhões

Relatório do Governo do Rio identifica divergências entre atendimentos declarados pelo consórcio e serviços comprovados pelos órgãos estaduais

Siga-nos no

Foto: Reprodução

Uma auditoria realizada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro identificou irregularidades na contabilização e no pagamento dos serviços prestados pelo consórcio responsável por três unidades do Poupatempo RJ. O contrato, firmado em 2023 com o Consórcio Central da Cidadania, envolve as unidades de Bangu, Duque de Caxias e São João de Meriti.

Segundo o relatório, foram encontradas diferenças entre a quantidade de atendimentos informada pelo consórcio e os serviços efetivamente comprovados pelos órgãos estaduais que participam do programa, como o Detran, as secretarias de Educação, de Transporte e Mobilidade Urbana e de Defesa do Consumidor.

Em alguns casos, o número de atendimentos declarado pelo consórcio ficou muito acima do que os sistemas dos órgãos públicos conseguem confirmar.

 

Diferença de R$ 15 milhões

Um dos exemplos está nos dados de junho de 2026. O consórcio informou ter realizado 845.086 atendimentos nas três unidades. Já os órgãos estaduais validaram 261.783 atendimentos.

O contrato prevê o pagamento de R$ 24,20 por atendimento. Segundo o Governo do Rio, a diferença entre os serviços declarados e os comprovados representa um impacto financeiro de aproximadamente R$ 15 milhões somente naquele mês.

A auditoria também apontou a inclusão, nas cobranças, de serviços que não poderiam ser considerados para pagamento. Entre eles estão triagens, orientações informais, cópias de documentos, fotografias e consultas que não foram registradas nos sistemas oficiais.

Também foram encontradas divergências em serviços que dependem de confirmação dos órgãos parceiros. É o caso da entrega de carteiras de identidade e de habilitação, que, segundo o relatório, deve ser contabilizada a partir da efetiva retirada do documento pelo cidadão, e não apenas pela emissão.

Outro problema apontado foi a falta de identificação individual das pessoas atendidas. Até maio de 2026, os relatórios não informavam o nome ou o CPF dos usuários. A exigência para que esses dados fossem incluídos passou a ser feita pelo Governo do Estado a partir daquele mês.

 

Pagamento de R$ 14 milhões

Após a conclusão da auditoria, o Governo do Rio informou ter realizado, nesta semana, um pagamento de R$ 14 milhões em valores brutos ao consórcio.

O valor corresponde a dois terços dos pagamentos mínimos previstos em contrato que estavam em aberto referentes aos meses de maio e junho nas três unidades, além dos valores de abril da unidade de Duque de Caxias.

O Estado reteve o outro terço para realizar descontos relacionados aos prejuízos apontados na auditoria e aos valores considerados como lucro do consórcio.

O Consórcio Central da Cidadania notificou o Governo do Estado nesta quinta-feira (10) e cobrou o pagamento dos valores que considera devidos. A empresa deu prazo de cinco dias para a quitação e afirmou que poderá paralisar os serviços caso o pagamento não seja realizado.

 

Caso será levado aos órgãos de controle

O Governo do Rio informou que o resultado da auditoria será encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e ao Tribunal de Contas do Estado, o TCE-RJ, para análise e adoção das medidas consideradas necessárias.

Para evitar uma possível paralisação dos serviços, a Procuradoria-Geral do Estado pretende levar o caso à Justiça. A PGE também vai analisar a possibilidade de cobrar valores que, segundo o governo, teriam sido pagos de forma indevida anteriormente.

O Governo do Estado afirma que vai adotar as medidas necessárias para garantir a continuidade dos atendimentos à população, mantendo o compromisso com a legalidade e a responsabilidade fiscal.