O ex-deputado estadual Thiago Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Jóias, será transferido para uma penitenciária federal após decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). A medida ocorre depois que a Justiça recebeu, nesta quinta-feira (10/09), a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-parlamentar e outros quatro acusados.
Com o recebimento da denúncia, TH Jóias, Gabriel Dias de Oliveira, o Índio; Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu; o ex-secretário estadual Alessandro Pitombeira Carracena; e o delegado da Polícia Federal Gustavo Stteel passaram à condição de réus.
As acusações incluem organização criminosa, corrupção, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e munições e contrabando. Os cinco foram investigados na Operação Zargun, que apurou, segundo o MPF, uma rede que teria usado estruturas do poder público para beneficiar integrantes do Comando Vermelho e facilitar negócios ilegais.
Atuação dentro de órgãos públicos
Segundo a denúncia, integrantes do grupo teriam atuado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e em secretarias estaduais para obter informações sobre operações policiais e facilitar atividades criminosas.
A investigação cita supostas negociações de munições de uso restrito, intermediação da venda de drogas e vazamento de informações sobre ações das forças de segurança.
A Polícia Federal também aponta que a estrutura ligada a TH Jóias teria reunido políticos, assessores, empresários, operadores financeiros, policiais e integrantes do tráfico.
Bloqueadores de drones e munições
O MPF afirma que pessoas ligadas ao ex-deputado teriam participado da compra e venda de drogas, munições e equipamentos usados para dificultar ações policiais.
Entre os produtos citados estão bloqueadores de sinal de drones, que, segundo a acusação, seriam importados clandestinamente e destinados a integrantes do tráfico para dificultar o monitoramento das forças de segurança.
A denúncia também cita supostas negociações de munições de uso restrito e a intermediação de drogas.
Ex-deputado é apontado como líder
Segundo o MPF, TH Jóias teria exercido papel de liderança na atuação da organização dentro da Alerj. Ele responde por acusações de organização criminosa majorada, tráfico de drogas, contrabando de equipamentos, corrupção ativa e comércio ilegal de armas e munições.
Alessandro Pitombeira Carracena é acusado de integrar a organização e de repassar informações policiais em troca de vantagens. Já o delegado Gustavo Stteel é acusado de fornecer informações sigilosas e tentar interferir em favor de integrantes do grupo.
O recebimento da denúncia dá início à ação penal. Os acusados ainda terão direito à defesa e ao devido processo legal, e a responsabilidade pelos crimes será definida ao longo do processo.








