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Eleitor indeciso ganha peso na disputa presidencial a menos de um mês da eleição

Mais de 21 milhões de brasileiros ainda não definiram o voto, segundo a Quaest

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Foto: Reprodução

A campanha presidencial começa a entrar em uma nova fase, marcada pela disputa pelos eleitores que ainda não decidiram em quem votar. A menos de um mês da eleição, candidatos ampliam a presença nas ruas e direcionam agendas para regiões onde o voto dos indecisos pode ser determinante.

Entre os candidatos que adotam essa estratégia está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que programou uma série de compromissos no Sul, região onde enfrenta maior resistência eleitoral. A agenda inclui atos ao lado de candidatos aos governos estaduais e ao Senado.

Segundo levantamento da Quaest, mais de 21 milhões de brasileiros ainda não escolheram candidato, o equivalente a 10% do eleitorado. O percentual é o dobro dos 5% registrados no mesmo período da campanha de 2022.

A escolha da região representa um desafio para Lula. Segundo dados do Datafolha citados nas informações da campanha, 54% dos eleitores do Sul avaliam o governo como ruim ou péssimo.

No cenário presidencial apresentado pela Genial/Quaest, Flávio Bolsonaro aparece com 38% das intenções de voto na região, contra 31% de Lula no primeiro turno.

Em Porto Alegre, Lula programou um comício no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico. O evento marca o retorno do presidente à capital gaúcha pela primeira vez desde março de 2024.

A agenda segue para Curitiba, onde o ato está marcado para a Boca Maldita, tradicional ponto de manifestações políticas da cidade. Lula não participava de um evento no local desde setembro de 2022.

A passagem pela capital paranaense também tem peso simbólico. Foi em Curitiba que Lula permaneceu preso por 580 dias, durante os processos relacionados à Operação Lava Jato.

Rio Grande do Sul e Paraná estão entre os estados com maiores percentuais de eleitores indecisos nesta fase da campanha, acima da média nacional.

O tamanho desse eleitorado aumenta a importância da estratégia das campanhas. Com parte significativa dos votos já consolidada entre as principais candidaturas, conquistar uma parcela dos eleitores que ainda não fizeram uma escolha pode alterar o equilíbrio da disputa.

Para Lula, a ofensiva no Sul tem dois objetivos: reduzir a resistência ao governo e conquistar eleitores ainda indecisos em uma região onde seu desempenho aparece abaixo do registrado em outras partes do país.

A busca pelos indecisos deve ganhar espaço na reta final da campanha. Com pouco tempo até a votação, a mobilização das bases tradicionais pode não ser suficiente para ampliar os percentuais dos candidatos.

Os mais de 21 milhões de eleitores que ainda não definiram o voto representam um contingente expressivo e com potencial para influenciar tanto a diferença entre os primeiros colocados quanto os rumos da disputa.

As agendas deste fim de semana indicam essa mudança de estratégia. No caso de Lula, o movimento passa por buscar novos votos justamente em uma região onde a candidatura enfrenta maior resistência e onde existe um número significativo de eleitores ainda disponíveis para serem convencidos.