Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Fiocruz alerta para aumento de casos graves de Covid-19 e outros vírus respiratórios no Brasil
Saúde
Fiocruz alerta para aumento de casos graves de Covid-19 e outros vírus respiratórios no Brasil
Lula sanciona lei que cria exame obrigatório para novos médicos
Brasil
Lula sanciona lei que cria exame obrigatório para novos médicos
MAC de Niterói abre cobertura para visitação com vista diferente da Baía de Guanabara
Cultura
MAC de Niterói abre cobertura para visitação com vista diferente da Baía de Guanabara
Rio registra 50 ônibus sequestrados para barricadas e Alerj cobra medidas de proteção aos motoristas
Rio de Janeiro
Rio registra 50 ônibus sequestrados para barricadas e Alerj cobra medidas de proteção aos motoristas
Prefeitura do Rio convoca 2 mil taxistas auxiliares para novas autorizações
Rio de Janeiro
Prefeitura do Rio convoca 2 mil taxistas auxiliares para novas autorizações
Ameaças de bomba levam emissoras de TV na Europa a suspender transmissões
Mundo
Ameaças de bomba levam emissoras de TV na Europa a suspender transmissões
Flávio Bolsonaro apresenta 11 ações no TSE para tentar cassar chapa de Lula e Alckmin
Política
Flávio Bolsonaro apresenta 11 ações no TSE para tentar cassar chapa de Lula e Alckmin
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Argentina de Milei controla inflação, mas acumula 6 milhões de inadimplentes e 30 mil empresas fechadas

Queda do poder de compra expõem o custo social do ajuste econômico, apesar da melhora das contas públicas

Siga-nos no

reprodução

A Argentina conseguiu reduzir a inflação e melhorar as contas públicas durante o governo de Javier Milei, mas enfrenta aumento da inadimplência, fechamento de empresas, perda de empregos formais e dificuldades na recuperação do poder de compra da população.

Segundo reportagem do UOL, quase 6 milhões de argentinos estão inadimplentes, o equivalente a 13,6% da população. O número é recorde e já provocou manifestações de sindicatos e movimentos de devedores.

Inflação recua e contas públicas melhoram

Milei assumiu a Presidência com um programa baseado em corte de gastos e subsídios, menor emissão monetária e abertura da economia. A inflação, que superava 25% ao mês no início do governo, desacelerou significativamente. Em agosto deste ano, o índice oficial ficou em 1,7%.

As contas públicas também reagiram. No primeiro ano da gestão Milei, a Argentina registrou superávit fiscal primário equivalente a 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB), depois de um déficit de 2,9% no último ano do governo Alberto Fernández.

O ajuste incluiu forte redução de obras públicas, transferências às províncias e subsídios. Depois de recuar no início do governo, a economia voltou a crescer, puxada principalmente por setores exportadores.

Empresas fecham e desemprego aumenta

Os resultados, porém, são diferentes entre os setores da economia. Enquanto petróleo, gás e mineração avançaram, segmentos da indústria e do comércio voltados ao mercado interno enfrentam dificuldades.

Mais de 30 mil empresas fecharam desde a chegada de Milei ao poder, segundo levantamento do centro de pesquisas Fundar citado pelo UOL. O governo argentino contesta os números.

O mercado de trabalho também sente os efeitos. A taxa de desemprego, que era de 5,7% no último trimestre de 2023, chegou a 7,9% no segundo trimestre deste ano, segundo o INDEC.

Além disso, 241 mil postos formais no setor privado foram perdidos entre novembro de 2023 e maio de 2026. A indústria respondeu por mais de um terço dessa redução.

Famílias enfrentam perda de renda e dívidas

O corte de subsídios também elevou o peso das despesas básicas. Entre dezembro de 2023 e julho deste ano, um indicador que acompanha tarifas de eletricidade, gás, água e transporte acumulou alta de 966%, enquanto a inflação no período ficou em 241%.

Ao mesmo tempo, o salário mínimo perdeu 39,3% do poder real de compra entre novembro de 2023 e abril de 2026, segundo dados da Universidade de Buenos Aires citados pelo UOL.

A perda de renda ocorreu paralelamente à expansão do crédito. Com isso, cresceu o número de famílias que recorrem a empréstimos para despesas do dia a dia.

O problema é maior fora do sistema bancário tradicional. Segundo a economista Mariana González, do Centro de Pesquisa e Formação da República Argentina (CIFRA), os financiamentos individuais em plataformas virtuais cresceram 16%, com taxas que podem chegar a 700% ao ano.

O avanço da inadimplência levou milhares de argentinos às ruas em agosto para cobrar medidas de alívio e renegociação das dívidas. Milei, por sua vez, tem defendido que o endividamento é uma questão entre particulares e que não cabe ao Estado intervir.