O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou nesta sexta-feira (18/09) a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A declaração foi feita durante um evento sobre segurança pública no Rio de Janeiro.
Lula afirmou que o Brasil precisa combater o crime organizado, mas disse não concordar com o uso do termo terrorismo para definir as facções. Segundo o presidente, o 8 de Janeiro e os planos de assassinato de autoridades no contexto da trama golpista são exemplos de terrorismo.
Críticas a Trump
Lula também afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem interesse em recursos naturais brasileiros, como petróleo e terras raras. O presidente defendeu investimentos em segurança e no controle das fronteiras.
Segundo Lula, o Brasil precisa fortalecer sua estrutura para combater o crime organizado e proteger seus recursos naturais.
Segurança pública no Rio
Ao falar sobre o Rio de Janeiro, Lula afirmou que a atuação de criminosos e milicianos provoca medo entre moradores de diferentes regiões do estado.
O presidente disse que, caso seja reeleito, pretende retomar territórios ocupados por organizações criminosas. Ele também citou a PEC da Segurança Pública, em discussão no Congresso, e afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública.
A classificação do PCC e do CV como organizações terroristas é uma medida adotada pelos Estados Unidos. No Brasil, as duas facções são tratadas pelas autoridades como organizações criminosas. A legislação e os critérios usados pelos dois países para enquadrar grupos criminosos são diferentes.








