Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Após negociar na capital, Mutirão de Dívidas chega a 91 municípios do estado
Estado
Após negociar na capital, Mutirão de Dívidas chega a 91 municípios do estado
Antiga sede da Editora Bloch na Zona Norte dará lugar a parque com 6 mil m²
Rio de Janeiro
Antiga sede da Editora Bloch na Zona Norte dará lugar a parque com 6 mil m²
Brasil vence Venezuela, segue 100% e decide vaga olímpica contra Argentina
Esportes
Brasil vence Venezuela, segue 100% e decide vaga olímpica contra Argentina
Duas pessoas ficam feridas em desabamento de casarão no Cosme Velho
Rio de Janeiro
Duas pessoas ficam feridas em desabamento de casarão no Cosme Velho
Toda forma de lixo é encontrada entre os 480 quilos recolhidos na Praia do Flamengo
Rio de Janeiro
Toda forma de lixo é encontrada entre os 480 quilos recolhidos na Praia do Flamengo
MP do Rio obtém no STJ decisão que obriga agressores de mulheres a passar por reeducação
Estado
MP do Rio obtém no STJ decisão que obriga agressores de mulheres a passar por reeducação
Crise no STF e caso Master podem influenciar voto de 47% dos eleitores, diz Datafolha
Brasil
Crise no STF e caso Master podem influenciar voto de 47% dos eleitores, diz Datafolha
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Em decisão, Gilmar Mendes diz que reajuste do Bolsa Família não fere regras eleitorais

Decisão atende pedido da AGU para que o STF reconhecesse que o decreto que reajusta os valores do programa é constitucional.

Siga-nos no

Imagem: Reprodução

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (18) que o reajuste de 15,04% do Bolsa Família não viola as regras eleitorais. Segundo o ministro, a medida representa apenas uma atualização monetária de um programa já existente, sem criação de novo benefício ou ampliação do número de beneficiários.

Com o reajuste, o piso do Bolsa Família passa de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio, atualmente em R$ 675, deve chegar a R$ 777. Os novos valores entram em vigor em outubro, com pagamentos a partir do dia 19, entre o primeiro e o segundo turno das eleições.

Na decisão, Gilmar afirmou que o percentual corresponde à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

“Trata-se apenas de atualização dos valores das prestações integrantes de programa social já existente, mediante critério objetivo de correção monetária”, escreveu o ministro.

A decisão atende a uma manifestação apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que pediu ao Supremo o reconhecimento da constitucionalidade do decreto. O governo sustenta que a medida apenas recompõe as perdas provocadas pela inflação, sem aumento real do benefício.

Segundo o Ministério do Planejamento, o reajuste terá impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas ainda em 2026. Em 2027, o custo adicional deve chegar a quase R$ 23 bilhões.

Questionamento no TSE

O aumento provocou críticas de adversários do governo por ter sido anunciado a poucos dias do primeiro turno. O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão do reajuste, sob a alegação de finalidade eleitoral. O pedido ainda não foi analisado.

A Lei das Eleições proíbe, em regra, a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios pela administração pública em ano eleitoral, mas estabelece exceções para programas sociais previstos em lei e já executados no orçamento do ano anterior.

No caso do Bolsa Família, a legislação que recriou o programa em 2023 prevê a possibilidade de correção dos valores em intervalos de até 24 meses.

Comparação com 2022

O reajuste também provocou comparações com as medidas adotadas pelo então presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2022. Naquele ano, o Auxílio Brasil passou de R$ 400 para R$ 600, o Auxílio-Gás foi ampliado e foi criado um benefício de R$ 1 mil para caminhoneiros.

Em 2024, o STF declarou inconstitucionais dispositivos da chamada “PEC Kamikaze”, que havia instituído estado de emergência para permitir a ampliação dos benefícios em 2022.

Ao diferenciar os casos, Gilmar Mendes destacou que o decreto atual não cria benefício, não altera critérios de elegibilidade nem amplia o público atendido. Segundo o ministro, a medida se limita à recomposição da inflação acumulada e à preservação do valor real do Bolsa Família.

ao governo corrigir os valores e proíbe a redução do benefício.

O deputado federal e candidato à reeleição Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o TSE pedindo a suspensão do reajuste. O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso e negou o pedido de suspensão, sem apreciar o mérito, alegando que o pedido não poderia ser feito por um candidato a deputado federal.