A Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) deu prazo de 15 dias para a Trens Rio explicar os problemas nas escadas rolantes das estações de trem. A cobrança foi motivada por reclamações de passageiros sobre equipamentos que estão fora de funcionamento.
O colegiado quer informações sobre a quantidade de escadas paradas, as empresas responsáveis pela manutenção, os valores dos contratos e as medidas adotadas para acelerar os reparos.
A comissão também solicitou detalhes sobre os procedimentos de vistoria e manutenção preventiva dos equipamentos. Segundo o presidente do colegiado, deputado Dionísio Lins (Progressistas), os problemas afetam principalmente idosos e pessoas com dificuldade de mobilidade.
“Não dá mais para ficarmos vendo diariamente pessoas idosas e com dificuldade de mobilidade sofrerem para embarcarem nas estações. É desumano o que o usuário vem passando em estações como Madureira e Méier, onde as escadas simplesmente não funcionam”, afirmou o parlamentar.
Caso a Trens Rio não apresente as informações dentro do prazo, Lins afirmou que pretende encaminhar o caso ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para avaliar possíveis medidas.
Dívidas da antiga concessionária
A Comissão de Transportes também acompanha a situação financeira deixada pela SuperVia, antiga responsável pela operação dos trens.
Segundo Dionísio Lins, a empresa deixou dívidas com fornecedores de serviços como manutenção de vagões, fabricação de peças e sinalização. De acordo com dados apresentados pelo deputado, os débitos com fornecedores diretos chegavam a cerca de R$ 15 milhões em maio.
O maior valor citado é uma dívida de R$ 1,9 bilhão com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Para o parlamentar, problemas com fornecedores podem afetar a manutenção dos equipamentos e, consequentemente, o serviço oferecido aos passageiros.
Segurança nas estações
A segurança do sistema ferroviário também preocupa a comissão. Segundo informações atribuídas à Trens Rio pelo deputado, cerca de 14 estações ficam em áreas afetadas pela atuação do crime organizado, enquanto a malha ferroviária passa por 179 comunidades sob influência desses grupos.
A Trens Rio, administrada pelo consórcio Nova Via Mobilidade, assumiu a operação dos trens após o fim da concessão da SuperVia.








