A erosão costeira em no litoral de Campos dos Goytacazes avança de forma bastante preocupante, ameaçando a infraestrutura da praia do Farol de São Tomé, a economia da região e a segurança da população. Dados do Centro de Monitoramento de Desastres (CEMOD), órgão vinculado à Defesa Civil Municipal, revelam que 59% da costa campista apresenta uma clara tendência erosiva.
Antônio Ivo, gerente de geoprocessamento do CEMOD destaca que a erosão costeira é uma temática de alto impacto socioambiental e econômico para Campos, demandando atenção contínua do poder público, por se tratar de um processo dinâmico e diretamente influenciado pelas variações climáticas.
O gerente pontua que atualizações periódicas e o desenvolvimento constante de novos estudos são essenciais para subsidiar diagnósticos precisos, aprimorar o mapeamento de riscos e nortear intervenções eficazes na salvaguarda da infraestrutura costeira e da comunidade local.
O avanço do mar sobre a terra firme no Farol é um fenômeno que acontece há vários anos, atingindo velocidades críticas em determinados pontos, registrando taxas de recuo de terra de até 3,5 metros por ano. O alerta exige urgência de intervenções estruturais e planos de contingência de longo prazo.
Em agosto, o fenômeno aumentou severamente os estragos na orla costeira, com o avanço do mar destruindo trechos da estrada de acesso à Barra do Furado, na divisa com o município de Quissamã volta a preocupar. Técnicos da Defesa Civil e da Secretaria de Infraestrutura do governo campista estiveram no local fazendo levantamento da situação.
A visita técnica aconteceu no trecho próximo ao Lagamar, tendo a finalidade de buscar alternativas que permitam melhorar, de forma emergencial, as condições de circulação, já que a complexidade do problema exige estudos antes da execução de qualquer intervenção. Obras paliativas e desvios improvisados são frequentemente adotados.
RISCOS EMINENTES – Levantamento do CEMOD aponta que a destruição da faixa de areia não ocorre de forma homogênea, mas se concentra severamente em uma zona crítica de maior vulnerabilidade: o trecho de 9 quilômetros compreendido entre a Barra do Furado e a região do Camping.








