A Prefeitura do Rio iniciou a implantação de um corredor exclusivo para motocicletas na Linha Vermelha. O trecho terá 35 quilômetros, considerando os dois sentidos, e a previsão é concluir a instalação em até 60 dias.
A nova estrutura vai ligar a região do Caju à Via Dutra e integra a expansão das motofaixas na cidade. O prazo informado pelo município está sujeito às condições climáticas durante a execução dos trabalhos.
A intervenção começou no início de setembro e é conduzida pela CET-Rio. A proposta é organizar a circulação de motocicletas em uma das principais vias expressas do Rio, especialmente nos períodos de maior movimentação.
As motofaixas são destinadas exclusivamente às motocicletas durante a circulação. Os demais veículos podem atravessar esses espaços para realizar mudanças de faixa, desde que a manobra seja feita com atenção e segurança.
Segundo a Prefeitura, a medida faz parte de uma estratégia para melhorar a organização do tráfego e reduzir o risco de acidentes em corredores de grande circulação.
Autoestrada Lagoa-Barra também terá expansão
Paralelamente à obra na Linha Vermelha, a CET-Rio trabalha na conclusão de mais 1,4 quilômetro de motofaixa na Autoestrada Engenheiro Fernando Mac Dowell. O trecho fica no sentido Barra da Tijuca, entre a Avenida Niemeyer e a Avenida Embaixador Gabriel Landa.
Ao longo de 2026, a cidade já recebeu 25,3 quilômetros de motofaixas em diferentes regiões. Desse total, 19 quilômetros foram implantados no eixo Lagoa-Barra, incluindo as avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa, a Rua Mário Ribeiro, o Túnel Acústico Rafael Mascarenhas e a Avenida Padre Leonel Franca.
Outros 6,3 quilômetros foram instalados nos elevados que fazem a ligação entre a Linha Vermelha e o Túnel Rebouças, abrangendo a Avenida Engenheiro Freyssinet e o Elevado Rufino de Almeida Pizarro nos dois sentidos.
Expansão das motofaixas começou em 2024
A implantação das motofaixas no Rio começou em 2024, com um trecho de 1,7 quilômetro na Autoestrada Engenheiro Fernando Mac Dowell, em São Conrado, no sentido Lagoa.
Depois, a cidade recebeu outro corredor no eixo formado pela Avenida Rei Pelé e pela Rua Teixeira Soares, na região do Maracanã. Foram implantados 2,4 quilômetros no sentido Centro e outros 1,7 quilômetro em direção ao Méier.
Estudos da CET-Rio apontam que a adesão dos motociclistas aos corredores exclusivos varia entre 86% e 96%. Segundo a companhia, o índice indica maior organização do fluxo de motocicletas e uma circulação mais estruturada para esse tipo de veículo.








