Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Prefeitura do Rio cria sistema para integrar vans, “cabritinhos” e outros transportes complementares
Rio de Janeiro
Prefeitura do Rio cria sistema para integrar vans, “cabritinhos” e outros transportes complementares
PRF prende dois homens transportando drogas na BR-101
Rio de Janeiro
PRF prende dois homens transportando drogas na BR-101
Rio registra setembro mais chuvoso em quase 30 anos antes do fim do mês
Rio de Janeiro
Rio registra setembro mais chuvoso em quase 30 anos antes do fim do mês
Zuenir Ventura é velado na Academia Brasileira de Letras
Rio de Janeiro
Zuenir Ventura é velado na Academia Brasileira de Letras
Governo do Estado autoriza novo concurso público para o Inea com 150 vagas
Estado
Governo do Estado autoriza novo concurso público para o Inea com 150 vagas
Maricá apresenta projeto de parque inspirado no Central Park, de Nova York
Maricá
Maricá apresenta projeto de parque inspirado no Central Park, de Nova York
Mega-Sena acumula de novo, e prêmio sobe para R$ 38 milhões
Geral
Mega-Sena acumula de novo, e prêmio sobe para R$ 38 milhões
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Pesquisa AtlasIntel: 75% dos eleitores defendem proibição das bets no Brasil

Pesquisa mostra que apoio ao fim das apostas online avançou dois pontos percentuais em cinco meses

Siga-nos no

reprodução

Três em cada quatro brasileiros defendem a proibição das apostas online no país, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23). O levantamento mostra que 75% dos entrevistados concordam com o fim das chamadas bets, enquanto 17% são contrários à medida e 8% não concordam nem discordam.

Os números indicam um aumento da rejeição às plataformas em comparação com abril. Naquele mês, 73% apoiavam a proibição, dois pontos percentuais abaixo do resultado atual. Ao mesmo tempo, a parcela contrária à medida recuou de 21% para 17%. Os que não se posicionam nem a favor nem contra passaram de 6% para 8%.

A pesquisa surge em um momento em que o futuro das apostas digitais passou a ocupar espaço relevante na campanha presidencial. Os candidatos apresentam propostas diferentes para o setor, que incluem desde a proibição de determinadas modalidades até restrições à publicidade e mecanismos destinados à prevenção do endividamento dos apostadores.

Maioria também enxerga prejuízos à sociedade
Outro recorte da mesma pesquisa reforça a percepção negativa sobre o setor. Para 59,9% dos entrevistados, as bets trazem somente prejuízos à sociedade. Outros 28,6% avaliam que elas provocam mais prejuízos do que benefícios. Somados, esses dois grupos representam 88,5% da amostra.

Apenas 0,7% afirmam que as apostas online trazem somente benefícios, enquanto 0,2% consideram que os benefícios superam os prejuízos. Outros 5,7% enxergam efeitos positivos e negativos em igual proporção, e 4,9% não souberam responder.

O levantamento também identificou apoio a outras medidas de restrição. Segundo os resultados divulgados, 81% concordam que as empresas do setor deveriam pagar mais impostos e 73% defendem limitações à publicidade. Além disso, 60% consideram que menores de idade têm acesso fácil às plataformas.

Bets entram no debate eleitoral
O avanço da rejeição ocorre em meio a uma discussão nacional sobre os efeitos econômicos e sociais das apostas. O número de brasileiros que já fizeram apostas nessas plataformas chegou a 43,8 milhões até agosto de 2026, o equivalente a 27% da população adulta, segundo dados do Ministério da Fazenda obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.

Na campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido novas restrições ao setor. O governo avalia alternativas que incluem limitar a publicidade, restringir determinadas modalidades e até adotar medidas mais amplas contra as apostas digitais. As propostas enfrentam resistência de empresas e de setores que recebem receitas de publicidade e patrocínio das plataformas.

A Atlas/Bloomberg entrevistou 5.015 pessoas da população adulta brasileira entre os dias 17 e 22 de setembro de 2026. O levantamento utiliza recrutamento digital aleatório e tem margem de erro de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04739/2026.