A formalização dos trabalhadores por conta própria e dos empregadores atingiu o maior nível desde o início da série histórica do IBGE. Dados divulgados nesta quarta-feira (23/09) mostram que 35% dessas pessoas tinham CNPJ em 2025. Em 2012, esse percentual era de 24%.
As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua sobre Características Adicionais do Mercado de Trabalho.
O crescimento foi mais forte entre os trabalhadores autônomos. Nesse grupo, a parcela de pessoas com CNPJ passou de 15% para 27,1% entre 2012 e 2025. Entre os empregadores, o índice subiu de 75,6% para 81,1%.
A pesquisa também aponta que a formalização é maior entre pessoas com mais escolaridade. Pela primeira vez, mais da metade dos trabalhadores por conta própria com ensino superior completo tinha CNPJ. O percentual chegou a 50,8% em 2025.
Já entre os trabalhadores sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, apenas 11,1% possuíam registro empresarial.
As diferenças regionais continuam expressivas. A Região Sul apresentou o maior índice de formalização, com 46,7% dos trabalhadores e empregadores registrados. O Sudeste e o Centro-Oeste aparecem em seguida, ambos com 41,6%.
O Nordeste registrou 20,1%, enquanto o Norte teve o menor percentual do país, com 15,6%.
Entre as atividades econômicas, o comércio lidera a formalização dos trabalhadores por conta própria, com 36,7% dos profissionais registrados. Na outra ponta, agricultura, pecuária, pesca e aquicultura apresentaram o menor índice, de 6,5%.
Segundo o IBGE, apesar do avanço nos últimos anos, quase três em cada quatro trabalhadores por conta própria ainda atuavam sem CNPJ em 2025. O instituto também informou que os dados da pesquisa não permitem concluir se o aumento da formalização está relacionado ao crescimento da chamada pejotização.








