O Rio de Janeiro teve desempenho abaixo do esperado nas áreas avaliadas pelo Pisa 2025, segundo um levantamento do Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), feito a pedido do g1.
A análise considera não apenas as notas dos estudantes, mas também fatores como escolaridade dos pais, situação profissional e recursos disponíveis em casa. Com esses dados, o estudo calcula qual seria o desempenho esperado para cada estado de acordo com o perfil socioeconômico dos alunos.
Mesmo tendo o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do país, o Rio aparece entre os estados com resultados mais distantes do esperado.
Matemática tem maior diferença
Matemática foi a área com maior número de estados abaixo do desempenho projetado. Ao todo, 21 unidades da Federação ficaram abaixo da expectativa.
O Paraná teve o melhor resultado relativo, com 15 pontos acima do esperado. Roraima apresentou o pior desempenho, ficando 50,2 pontos abaixo da projeção.
Ceará, Minas Gerais e Piauí também ficaram acima do esperado em matemática. O Ceará, por exemplo, alcançou 363,3 pontos, 10,5 acima do resultado projetado para seu contexto.
Rio também fica abaixo em leitura
Em leitura, o Paraná teve novamente um dos melhores resultados relativos, com 39,8 pontos acima do esperado. Minas Gerais ficou 29,6 pontos acima e São Paulo, 27,3.
O Rio de Janeiro também apresentou desempenho abaixo da expectativa nessa área.
Roraima registrou o pior resultado relativo, com 40,4 pontos abaixo do esperado. Ceará e Minas Gerais também se destacaram positivamente.
Paraná se destaca em ciências
Em ciências, o Paraná foi apontado como destaque. O estado alcançou 462 pontos e, considerando o intervalo de confiança, superou a marca de 450 pontos.
O Paraná foi o único estado identificado pelo estudo com desempenho acima do esperado nas três áreas do Pisa: matemática, leitura e ciências.
O levantamento mostra que o tamanho da economia de um estado não determina, sozinho, o desempenho educacional. São Paulo, por exemplo, teve notas absolutas altas, mas ficou apenas 2,3 pontos acima do esperado em matemática após o ajuste pelo perfil socioeconômico.
Para calcular o resultado esperado, os pesquisadores consideraram escolaridade dos pais, ocupação dos responsáveis e recursos disponíveis nas casas, como livros, computador, espaço para estudar e acesso à internet.
Segundo o estudo, resultados acima do esperado podem indicar que políticas educacionais estão ajudando a reduzir os efeitos das desigualdades sociais. Já resultados abaixo da projeção apontam dificuldades em transformar as condições socioeconômicas em aprendizagem.








