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Mães solo terão 10% das vagas em escolas técnicas públicas do Rio

Lei sancionada pelo governo estadual foi publicada nesta segunda-feira (28) no Diário Oficial

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Mães solo terão direito a 10% das vagas oferecidas em processos seletivos para ingresso nas escolas técnicas públicas da rede estadual do Rio de Janeiro. A medida foi estabelecida pela Lei 11.324/26, sancionada pelo Poder Executivo e publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (28).

A nova regra tem como objetivo ampliar o acesso de mulheres responsáveis pelo sustento de famílias monoparentais ao ensino técnico, como forma de contribuir para a qualificação profissional e a inserção no mercado de trabalho.

A reserva de vagas deverá ser informada de forma clara nos editais dos processos seletivos, com a indicação da quantidade destinada a cada curso e turma.

Quem terá direito à cota?

A lei considera mãe solo a mulher responsável pelo sustento de uma família monoparental com dependentes de até 18 anos, desde que esteja inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

Para concorrer às vagas reservadas, a candidata deverá apresentar documentos e certidões que comprovem a condição e optar formalmente pelo sistema de cotas no momento da inscrição.

As candidatas também poderão disputar simultaneamente as vagas reservadas e as de ampla concorrência. Dessa forma, caso sejam aprovadas dentro do número de vagas da concorrência geral, não ocuparão uma das vagas destinadas às cotistas.

O que acontece com vagas não preenchidas?

Em caso de desistência de uma candidata aprovada pelo sistema de reserva, a vaga será destinada à próxima candidata classificada entre as cotistas.

Se o número de mães solo aprovadas for inferior à quantidade de vagas reservadas, as vagas restantes serão destinadas à ampla concorrência e poderão ser preenchidas pelos demais candidatos classificados.

A regra busca garantir o preenchimento integral das vagas sem alterar o funcionamento dos processos seletivos.

Dados sobre mães solo

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citados na justificativa da medida, 11 milhões de mulheres são as únicas responsáveis pelos cuidados com os filhos no Brasil.

Entre as famílias chefiadas por mulheres, 63% vivem abaixo da linha da pobreza, de acordo com os dados apresentados.

Com a reserva de vagas, o governo estadual pretende ampliar as oportunidades de formação profissional para mulheres que são responsáveis sozinhas pelo sustento e pelos cuidados com os filhos.