A inadimplência das famílias brasileiras chegou a 6% em agosto, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (29/09). O índice subiu de 5,8% em julho e atingiu o maior nível desde o início da série histórica, em 2011.
A alta ocorreu mesmo após novas medidas de renegociação de dívidas lançadas pelo governo. O avanço dos atrasos foi registrado em diferentes modalidades de crédito, indicando que a dificuldade para manter os pagamentos em dia continua entre as famílias.
Inadimplência no crédito livre também bate recorde
Considerando apenas o crédito livre, modalidade em que as taxas são negociadas entre bancos e clientes, a inadimplência das pessoas físicas passou de 7,8% para 8% entre julho e agosto. Também foi o maior percentual da série histórica.
No crédito direcionado, que reúne operações com regras específicas, a inadimplência das pessoas físicas subiu de 3,4% para 3,6% no período.
Quase metade da renda está comprometida com dívidas
O endividamento das famílias também alcançou um novo recorde. O indicador chegou a 49,9% em julho, contra 49,7% no mês anterior. O cálculo considera o valor das dívidas das famílias em relação à renda acumulada nos 12 meses anteriores.
Já o comprometimento da renda ficou em 28,7% em julho. Na prática, isso significa que quase três em cada dez reais da renda considerada pelo Banco Central estavam destinados ao pagamento de dívidas.
Sem considerar os financiamentos imobiliários, o comprometimento ficou em 26,4%. Os dados de endividamento e comprometimento da renda são divulgados com defasagem e, por isso, ainda correspondem a julho, enquanto o índice de inadimplência já considera agosto.








