O sargento da Polícia Militar Carlos Fernando Dias Chaves foi condenado a 30 anos de prisão, em regime fechado, pelas mortes de Tiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e Jorge Lucas Paes, de 17. O julgamento aconteceu nesta quarta-feira, dia 30, no 4º Tribunal do Júri da Capital.
Os dois jovens foram mortos a tiros em 29 de outubro de 2015, quando estavam em uma motocicleta durante um patrulhamento policial. Tiago conduzia a moto e Jorge Lucas estava na garupa.
Segundo o depoimento prestado pelo policial na época, ele teria confundido um macaco hidráulico que Jorge Lucas carregava com um fuzil. O sargento efetuou os disparos contra os jovens, que foram atingidos pelas costas e morreram no local.
Depois do crime, Carlos Fernando se apresentou à Delegacia de Homicídios para prestar depoimento. A Polícia Civil realizou uma reprodução simulada da ocorrência, com o objetivo de esclarecer a dinâmica das mortes. Peritos refizeram os trajetos percorridos pelas vítimas e pelos policiais.
A reconstituição aconteceu em dezembro de 2015 e contou com apoio do Batalhão de Choque. Durante a reprodução simulada, foram registrados disparos na região.
As mortes provocaram revolta entre moradores. Durante o enterro de Tiago Guimarães Dingo, policiais militares chegaram a ser hostilizados por pessoas que acompanhavam a cerimônia.
No julgamento desta quarta-feira, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro atuou como assistente de acusação e representou a família de Tiago.
Com a decisão do Tribunal do Júri, o sargento Carlos Fernando Dias Chaves foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado pelas duas mortes.








