O policial militar Carlos Fernando Dias Chaves foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado pelas mortes do mototaxista Thiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e do estudante Jorge Lucas Paes, de 17. A sentença foi anunciada na madrugada desta quinta-feira (1º/10), após cerca de 15 horas de julgamento no IV Tribunal do Júri da Capital.
Chaves recebeu 14 anos de prisão pela morte de Jorge Lucas e outros 16 anos pelo assassinato de Thiago. A Justiça também determinou a perda do cargo de policial militar.

Os crimes aconteceram em 2015, na Pavuna, na Zona Norte do Rio. Os dois jovens estavam em uma motocicleta quando foram abordados por policiais durante um patrulhamento.
Segundo a acusação, o policial confundiu um macaco hidráulico que estava com Jorge Lucas com uma arma e efetuou os disparos que mataram os dois jovens.
Na sentença, a juíza Lúcia Glioche afirmou que, ao cometer os crimes, o policial descumpriu o dever esperado de um agente de segurança de proteger a vida e garantir a ordem pública.
Reconstituição do crime
Durante o enterro de Thiago, policiais militares que acompanhavam a cerimônia foram hostilizados por pessoas que estavam no local.
Em dezembro de 2015, meses após as mortes, a Polícia Civil realizou uma reprodução simulada para tentar esclarecer a dinâmica dos disparos. Peritos refizeram os trajetos percorridos pelos dois jovens e pelos policiais envolvidos na abordagem.
Durante a reconstituição, houve novos disparos na região. Policiais do Batalhão de Choque foram acionados para reforçar a segurança da operação.








