A Prefeitura do Rio de Janeiro deu o pontapé inicial nas obras do novo Terminal Intermodal de Campo Grande, um projeto estratégico que promete transformar a mobilidade urbana em uma das áreas mais adensadas e movimentadas da Zona Oeste. Com um investimento estimado em R$ 71,3 milhões, o equipamento foi projetado para centralizar o fluxo de passageiros, otimizar a circulação dos coletivos e oferecer mais conforto e agilidade aos usuários do transporte público.
O novo terminal ocupará uma área de 22,2 mil metros quadrados, estrategicamente localizada entre as ruas Campo Grande e Padre Pauwels, nas proximidades da Estrada da Caroba. O ponto alto do projeto é a integração direta com o já existente Terminal BRT Campo Grande. Juntos, os dois complexos formarão um robusto polo de transportes, ampliando significativamente a conectividade entre os bairros da Zona Oeste, a Baixada Fluminense e outros municípios da Região Metropolitana.
“Estamos dando início hoje às obras desse terminal, que vai concentrar as linhas da região e conectar os bairros da Zona Oeste, além das linhas intermunicipais que integram os municípios da região metropolitana”, destacou o prefeito Eduardo Cavaliere durante a cerimônia de lançamento.
Conexão ampliada: 33 linhas no mesmo local
Quando estiver em pleno funcionamento, o terminal será o ponto de convergência de 33 linhas de ônibus, divididas entre a malha municipal e a intermunicipal:
- 21 linhas municipais: Integrantes da primeira fase do Sistema RIO — a nova concessão do transporte por ônibus da capital —, essas linhas atenderão diretamente os moradores de Campo Grande, Inhoaíba, Cosmos, Paciência, Santa Cruz e Sepetiba. O objetivo da Prefeitura é ampliar a oferta de viagens e encurtar os intervalos entre os bairros.
- 12 linhas intermunicipais: Serão responsáveis por ligar o coração da Zona Oeste a importantes municípios vizinhos, como Itaguaí, Seropédica, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Duque de Caxias.
Menos tempo no trânsito
A principal meta da Secretaria Municipal de Infraestrutura é dar um fim ao nó logístico que hoje afeta o centro de Campo Grande. Ao organizar as linhas em um único espaço moderno e estruturado, o município espera esvaziar os pontos informais nas calçadas, melhorar a fluidez das vias do entorno e, consequentemente, reduzir o tempo gasto pelos passageiros nos deslocamentos diários.
O secretário municipal de Infraestrutura, Wanderson Santos, ressaltou o impacto a longo prazo que a intervenção trará para o comércio e o bem-estar local.
“Esta é mais uma obra do Plano de Mobilidade de Campo Grande, que somada a todos os outros grandes investimentos em mobilidade, vai qualificar ainda mais essa região”, concluiu o secretário.








