Os candidatos que ficaram fora do segundo turno da eleição presidencial de 2026 começaram a definir seus posicionamentos após a confirmação da disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Augusto Cury (Avante) anunciou que não pretende continuar na política, Renan Santos (Missão) descartou fazer campanha para qualquer um dos dois candidatos, e Ronaldo Caiado (PSD) decidiu aguardar uma conversa com a direção nacional do partido antes de se manifestar.
Cury diz que não pretende continuar na política
Em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Augusto Cury afirmou, durante entrevista coletiva na noite deste domingo (4), que não pretende seguir na política. O candidato acompanhou a apuração ao lado da família e do vice, Júlio Delgado (Podemos).
Cury disse ter “100% de convicção” de que não continuará na atividade política, embora tenha ponderado que não é possível prever o futuro.
“Hoje eu tenho claro dentro de mim, 100% de convicção, que eu não vou continuar na política. Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando eu tenho uma convicção muito grande, até porque nós temos vários projetos.”
Sobre o segundo turno, Cury não declarou apoio a Lula nem a Flávio Bolsonaro. Em manifestação após o resultado, defendeu a pacificação do país e afirmou que suas propostas poderão ser aproveitadas pelos candidatos que avançaram para a próxima etapa.
Cury terminou o primeiro turno com 2,9% dos votos válidos.
Renan Santos não apoiará nenhum dos dois
Quarto colocado na disputa, Renan Santos (Missão) também afirmou que não fará campanha para nenhum dos candidatos que avançaram ao segundo turno.
Na noite de domingo, Renan declarou que não apoiará nem Flávio Bolsonaro nem Lula e também disse que não fará campanha pelo voto nulo.
“Eu não vou ter campanha nem para voto nulo, nem para ninguém, faça o que vocês quiserem.”
Renan avaliou ainda que o resultado do primeiro turno indicava vantagem para Flávio Bolsonaro e, ao comentar a votação, elogiou o desempenho eleitoral do PL. Ao mesmo tempo, criticou o candidato do partido.
Renan Santos terminou o primeiro turno com 2,25% dos votos válidos, pouco mais de 2,6 milhões de votos. Apesar de ficar fora da disputa presidencial, ele afirmou que pretende continuar atuando na política e na construção do partido Missão.
Caiado espera conversa com Kassab
Ronaldo Caiado, do PSD, adotou uma postura diferente. Depois de ficar fora do segundo turno, o ex-governador de Goiás afirmou que pretende conversar com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, antes de anunciar qualquer posicionamento.
Caiado disse que deixa a disputa com orgulho da campanha realizada e destacou as propostas apresentadas durante a corrida presidencial, baseadas, segundo ele, na experiência adquirida à frente do governo de Goiás.
O candidato também criticou a forma como a campanha presidencial foi conduzida, especialmente o espaço destinado ao debate de propostas.
O PSD, posteriormente, decidiu manter neutralidade no segundo turno e liberar seus diretórios, parlamentares e filiados para definirem individualmente suas posições.
Segundo turno
Com a totalização dos votos, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula teve 45,16%. Os dois vão disputar o segundo turno em 25 de outubro.
Os votos de Cury, Renan Santos, Caiado e dos demais candidatos que ficaram fora da disputa não são automaticamente transferidos para nenhum dos dois concorrentes. Cada eleitor poderá decidir livremente seu voto no segundo turno.








