O Vasco sofreu um novo revés na Justiça na tentativa de levar para o Maracanã o jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. A juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Comarca da Capital, negou nesta segunda-feira (5) um novo pedido de liminar apresentado pelo clube contra a Concessionária Fla-Flu, responsável pela administração do estádio.
Com a decisão, o local da partida permanece indefinido. O Vasco ainda pode recorrer ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), mas o calendário é apertado. A Conmebol precisa ser comunicada sobre uma eventual mudança de cidade, enquanto o clube também busca uma alternativa dentro do Rio.
Paralelamente, a diretoria vascaína trabalha para conseguir autorização para realizar a partida em São Januário.
O Vasco já conseguiu ampliar a capacidade de São Januário para 24 mil torcedores, após liberações obtidas junto ao Corpo de Bombeiros e à Prefeitura do Rio.
Ainda falta, porém, a aprovação da Polícia Militar. Em um parecer inicial, a corporação indicou preferência pela realização da partida no Maracanã ou no Estádio Nilton Santos, casa do Botafogo.
A possibilidade de utilizar o Nilton Santos também foi mencionada pela Concessionária Fla-Flu no processo. A empresa defendeu a realização do confronto no estádio e argumentou que o local já recebeu partidas de grande relevância nos últimos anos.
Na decisão que negou a liminar, a magistrada citou, entre outros pontos, a diferença entre os laudos técnicos apresentados pelo Vasco e pela administração do Maracanã em relação aos possíveis impactos da partida sobre o gramado.
Segundo a juíza, é necessário analisar de forma mais detalhada a metodologia utilizada, as premissas, os critérios, os dados considerados e as conclusões apresentadas nos documentos.
A magistrada também destacou que o estudo apresentado pelo Vasco comparava as condições para a realização da partida em São Januário principalmente com as do Maracanã, sem contemplar de maneira suficiente a possibilidade de utilização do Nilton Santos.
Diante das divergências técnicas, a juíza entendeu que não seria adequado conceder a liminar sem uma análise mais aprofundada dos argumentos apresentados pelas partes e sem a avaliação de especialistas.
Apesar de negar o pedido de urgência, a magistrada deixou claro que a decisão não representa uma proibição definitiva para o Vasco atuar no Maracanã. Segundo ela, a negativa ocorre porque, neste momento do processo, não existem elementos considerados suficientemente seguros para demonstrar a probabilidade do direito alegado pelo clube.
Com isso, a discussão judicial continua, enquanto o Vasco busca definir o estádio que receberá o confronto contra o Boca Juniors.
O primeiro jogo da semifinal será disputado na Argentina, no dia 13 de outubro, às 21h30. A partida de volta está marcada para 20 de outubro, também às 21h30, no Rio de Janeiro. Até o momento, porém, o estádio que receberá o segundo confronto ainda não foi definido.








