O tenente-coronel da Polícia Militar Odair Vianna foi preso em flagrante nesta quarta-feira (7), no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio, suspeito de manter a ex-companheira em cárcere privado e tentar estuprá-la. A vítima também é policial militar e procurou o próprio batalhão depois de conseguir deixar o imóvel, onde, segundo o relato apresentado à polícia, teria permanecido contra a vontade.
De acordo com as informações registradas pela Polícia Civil, Odair teria ido à residência da ex-companheira na tarde de terça-feira (6), por volta das 17h, e permanecido no local até o dia seguinte. Após sair da casa, a mulher procurou o setor de inteligência da PM, a P2, e relatou o caso.
Ela foi encaminhada à 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), onde o policial acabou preso em flagrante. Segundo a Polícia Civil, Odair foi autuado por violência doméstica, violência psicológica, tentativa de estupro e cárcere privado qualificado. O caso será encaminhado à Justiça.
A vítima já tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro, expedida em 2023. Segundo informações divulgadas pela imprensa, os dois mantiveram um relacionamento durante oito anos e estariam tentando uma reconciliação.
Defesa contesta prisão
A defesa de Odair contesta a necessidade da prisão. O advogado Sandro Figueiredo afirmou que a decisão da autoridade policial levou em consideração o depoimento da mulher e uma gravação ambiental feita por ela.
Segundo o defensor, o áudio ao qual teve acesso registraria uma discussão com troca de ofensas entre os dois. A defesa pretende recorrer à Justiça para tentar conseguir a liberdade do policial.
O advogado argumenta que Odair tem endereço fixo, é funcionário público e possui vínculo profissional, e defende que, caso sejam consideradas necessárias, outras medidas poderiam ser aplicadas, como proibição de contato e aproximação da vítima, restrição de comunicação, suspensão do porte de arma e uso de tornozeleira eletrônica.
PM abre procedimento
A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral da corporação instaurou um procedimento para apurar o caso e que a instituição está colaborando com as investigações da Polícia Civil.
Odair permanece preso na Unidade Prisional da Corporação, em Niterói. A policial que fez a denúncia recebeu atendimento da Patrulha Maria da Penha — Guardiões da Vida, da Polícia Militar.








