A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, de 85 anos, recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2026. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (09/10), em Oslo, na Noruega. Ela foi reconhecida pela atuação na defesa dos direitos humanos, da Justiça internacional e da paz.
Segundo o Comitê Norueguês do Nobel, Pillay se destacou pela coragem e pela integridade ao longo de sua carreira. Ela foi a primeira mulher não branca a integrar a Suprema Corte da África do Sul e teve participação importante na luta contra o apartheid, regime de segregação racial que vigorou no país até o início da década de 1990.
Durante sua trajetória, Pillay também presidiu o tribunal internacional responsável por julgar os envolvidos no genocídio de Ruanda, em 1994. Entre 2008 e 2014, chefiou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, órgão que acompanha e denuncia violações de direitos em diferentes países.
Mais recentemente, ela presidiu um comitê ligado à ONU que concluiu que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza. O governo israelense rejeita essa acusação.
Pillay afirmou ter ficado surpresa com a premiação. Ela é a 21ª mulher a receber o Nobel da Paz, que conta com 144 laureados ao longo da história. Além da medalha, a vencedora receberá 12 milhões de coroas suecas, valor equivalente a cerca de seis milhões de reais.
A escolha foi elogiada por representantes de órgãos internacionais ligados à Justiça e aos direitos humanos. Para o Comitê do Nobel, a trajetória da jurista demonstra a importância da defesa dos princípios jurídicos universais e do combate à discriminação.








