A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o ataque a participantes de um ato em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado na noite de sexta-feira (09/10), no Largo da Carioca, no Centro do Rio. Pelo menos dez pessoas, entre elas uma criança, ficaram feridas após serem atingidas por pedras, garrafas PET com água e outros objetos lançados de um prédio próximo.
A mobilização reuniu movimentos sociais e parlamentares em frente ao Edifício Avenida Central, por volta das 17h. Cerca de duas horas depois, pessoas que estavam no alto de um prédio começaram a jogar balões e baldes com água contra os participantes. Segundo relatos, também foram arremessadas pedras e outros objetos. Algumas vítimas tiveram ferimentos leves e procuraram a 5ª DP (Mem de Sá) para registrar a ocorrência.
De acordo com a organização do ato, duas integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) estão entre as pessoas feridas. O coordenador nacional do movimento, Gabriel Siqueira, afirmou que vídeos do ataque foram entregues à polícia e classificou o episódio como uma tentativa de homicídio. A advogada Alana Alves, coordenadora nacional do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), também pediu rigor na investigação e responsabilização dos envolvidos.
A ex-governadora do Rio e ex-deputada federal Benedita da Silva (PT), que participava da manifestação, condenou o ataque. A assessoria da deputada estadual Renata Souza, também presente no ato, divulgou uma nota de repúdio e afirmou que a violência não pode ser usada para intimidar a participação política.
Em nota, a Polícia Civil informou que as vítimas prestaram depoimento na delegacia e que outras diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do caso e identificar os responsáveis. Até a última atualização das informações, não havia detalhes sobre possíveis suspeitos presos.
Ataque com pedras e garrafas de água deixa feridos em ato pró-Lula no Centro do Rio








