A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), uma operação de grande porte para desarticular uma milícia criminosa que atua na Baixada Fluminense. A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), mira um grupo acusado de extorquir e ameaçar violentamente moradores do Condomínio Jardim Guandu, localizado no bairro Km 32, em Nova Iguaçu.
De acordo com as investigações, a organização criminosa é liderada por Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como “Juninho Varão”. O esquema de extorsão imposto pelo grupo rendia um faturamento estimado entre R$ 80 mil e R$ 100 mil por mês, obtido por meio da cobrança forçada de taxas ilegais de segurança e serviços dos moradores locais.
A ofensiva de hoje visa cumprir dois mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão. Os dois principais alvos com ordens de prisão expedidas não foram localizados e já são considerados foragidos pela Justiça. São eles:
- Felipe Alves da Silva, vulgo “Felipinho”
- Marcos Francisco dos Prazeres Júnior
Policial militar entre os alvos
As investigações da Draco revelaram ainda a participação de um braço armado estatal na organização. Um policial militar da ativa é apontado como integrante do grupo e foi o principal alvo de busca e apreensão. Identificado como Carlos Luiz Correa, o agente é lotado no 7º Batalhão da PM (São Gonçalo). A corregedoria da corporação acompanha o caso.
Durante as buscas nos endereços ligados aos criminosos, os agentes civis apreenderam diversas evidências do modelo de negócio ilegal da milícia, incluindo envelopes, contendo boletos e comprovantes de cobranças das taxas clandestinas; uma caminhonete com sinais de adulteração e clonagem e um pedaço de madeira que, segundo os relatos colhidos pelas autoridades, era utilizado pelos criminosos para agredir e intimidar os moradores que se recusavam a pagar as taxas.
A operação segue em andamento na Baixada Fluminense, e os agentes continuam as buscas para localizar os foragidos e coletar novos elementos de prova.








