Uma trágica e violenta confusão terminou na morte de Nádia Ferreira Lima, de 43 anos, na última segunda-feira (12). O crime ocorreu em frente à residência da vítima, em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a polícia, e relatos de familiares, Nádia foi brutalmente agredida por um grupo de pessoas após tentar defender a própria filha, que era o alvo inicial das agressões.
O caso, que chocou e comoveu os moradores da região pela extrema violência, está sob investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
O conflito que culminou na tragédia começou a partir de um desentendimento envolvendo uma das filhas de Nádia — identificada como Gleycy, que é cadeirante — e outra mulher da região.
Segundo desabafos publicados nas redes sociais por Natthanny Lima, outra filha da vítima, após esse primeiro atrito, um grupo de mulheres se organizou e foi até a casa da família à procura da jovem.
Ao chegarem à residência, o grupo deu início a uma nova e discussão no portão. Ao perceber o risco que a filha corria, Nádia Ferreira interveio na tentativa de apartar a briga. Foi nesse momento que o grupo voltou a fúria contra ela.
As investigações e depoimentos de testemunhas, apontam que a vítima foi cercada e agredida por cerca de 20 minutos por um grupo de nove mulheres.
Policiais militares do 27º BPM (Santa Cruz) foram acionados. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também se deslocou para o local, e Nádia chegou a ser levada para o Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, mas não resistiu aos ferimentos. Nádia deixa seis filhos e quatro netos.
Família clama por justiça e polícia realiza diligências
Abalada, a filha Natthanny Lima usou a internet para cobrar punição rigorosa a todos os envolvidos no linchamento.
“A partir do momento em que participaram, apoiaram ou contribuíram para a covardia que fizeram com minha mãe, todas precisam assumir a responsabilidade”, desabafou a jovem. “Nada justifica invadir o lazer da minha mãe, uma mulher que estava dentro do próprio lar… Minha família está sofrendo, minha mãe não vai voltar e nós queremos justiça.”
O caso foi registrado e está sendo conduzido pela 43ª DP (Guaratiba). Agentes realizam diligências na região de Sepetiba, buscam imagens de câmeras de segurança e coletam depoimentos de testemunhas.








