A investigação da Polícia Federal que levou à prisão do deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 7,6 bilhões ao longo dos últimos seis anos. Canella foi prefeito de Belford Roxo e foi o segundo parlamentar mais votado para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Outras quatro pessoas foram presas.
A movimentação de R$ 7,6 bilhões foi apontada pela PF com base em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão vinculado ao Banco Central que faz alertas quando encontra indícios de transações financeiras com indícios de lavagem de dinheiro.
“Além do crime de organização criminosa armada, os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, afirmou a PF em nota.
A Operação Unha e Carne é uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro e vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais no Rio de Janeiro. Tudo começou com um suposto vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho (CV) numa operação anterior batizada de Zargun, que significa cor de ouro ou tonalidade dourada, cujo alvo era o então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias. As investigações apontavam o ex-parlamentar como o elo político entre o Comando Vermelho e o Poder Legislativo.








