O Ministério Público Federal (MPF) deu prazo de dez dias para que o presidente da PortosRio, Flavio Vieira da Silva, explique os critérios utilizados na nomeação de cinco aliados do ex-prefeito de Belford Roxo, Waguinho (Republicanos), para cargos de chefia na estatal.
A procuradora da República Ariane Guebel de Alencar solicitou os esclarecimentos após analisar os currículos dos indicados, disponíveis no site da companhia. O objetivo é verificar se a formação e a experiência profissional dos nomeados são compatíveis com as funções que ocupam.
Entre os casos questionados estão o do superintendente de Recursos Humanos, formado em Tecnologia da Informação, e o do diretor de Gestão de Itaguaí, que é advogado e, segundo as informações analisadas, não tem experiência na área. O MPF também busca entender como foram definidos os critérios para o preenchimento dos cargos.
A cobrança ocorre após a PortosRio afirmar, em manifestações anteriores ao órgão, que as escolhas não sofrem influência política. Agora, o Ministério Público quer novos esclarecimentos sobre as nomeações e as qualificações dos profissionais escolhidos.
O próprio Waguinho foi nomeado recentemente para o cargo de assessor de Relações Institucionais da PortosRio, com salário mensal de R$ 28 mil, após não conseguir se eleger senador. Para sua entrada na estatal, Fabiane Carneiro, irmã do ex-prefeito, foi exonerada da função que ocupava anteriormente.








