Quatro clubes da Série A do Campeonato Brasileiro podem ser impedidos de contratar e registrar novos jogadores por causa de dívidas. São Paulo, Atlético-MG, Grêmio e Internacional receberam advertências públicas da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), órgão criado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para fiscalizar o cumprimento das regras de fair play financeiro.
Os clubes terão 45 dias para quitar débitos referentes a 2026. Caso não regularizem as pendências, poderão sofrer um transfer ban, punição que impede o registro de novos atletas.
As decisões fazem parte da análise financeira de 12 clubes da Série A, com base na situação das contas em 31 de julho de 2026.
Dívidas envolvem clubes e jogadores
O São Paulo foi advertido por uma dívida com o São José e por não declarar uma pendência anterior com o Novorizontino. O clube também apresentou comprovantes de pagamentos realizados à Lazio, da Itália, após a data de corte da análise.
O Atlético-MG foi cobrado por débitos com Bahia e Santos. Já o Grêmio teve pendências identificadas com Capivariano e Votuporanguense e deverá quitar uma dívida com um atleta em até 15 dias úteis, sob risco de multa de 100 mil reais.
O Internacional também foi advertido por dívidas com Athletico-PR e Juazeiro. Assim como o Grêmio, o clube gaúcho recebeu prazo de 15 dias úteis para regularizar uma pendência com um jogador, sob pena de multa de 100 mil reais.
Botafogo e Vasco também recebem advertências
Botafogo e Vasco, que estão em recuperação judicial, também foram advertidos pela agência. O Botafogo foi orientado a regularizar tributos federais de 2026, enquanto o Vasco recebeu advertência por não declarar impostos federais, posteriormente incluídos em um parcelamento.
Corinthians e Santos conseguiram afastar o risco imediato de punições mais severas após comprovarem a quitação de obrigações financeiras. Os dois clubes, no entanto, também receberam advertências.
O Vitória e o Remo foram advertidos por pendências financeiras. Já Athletico-PR e Coritiba tiveram seus processos arquivados após a análise das situações apresentadas.
As medidas fazem parte das regras de fair play financeiro da CBF, que buscam aumentar o controle sobre as contas dos clubes e exigir o cumprimento das obrigações financeiras.








