Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Terremoto de magnitude 7 atinge Tibete, na China
Mundo
Terremoto de magnitude 7 atinge Tibete, na China
Governo informa idosos que voto pode dispensar prova de vida do INSS
Brasil
Governo informa idosos que voto pode dispensar prova de vida do INSS
Processos por perseguição crescem mais de 2.150% em cinco anos no Rio
Estado
Processos por perseguição crescem mais de 2.150% em cinco anos no Rio
Pesquisa Indexa/Broadcast aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula
Eleições 2026
Pesquisa Indexa/Broadcast aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula
Globo fará checagem de fatos em tempo real no último debate presidencial
Política
Globo fará checagem de fatos em tempo real no último debate presidencial
Lula e Flávio Bolsonaro autorizam abertura simultânea de sigilos
Destaque
Lula e Flávio Bolsonaro autorizam abertura simultânea de sigilos
Loterj tenta romper contrato de R$ 188 milhões com empresa ligada a aliado de Flávio Bolsonaro
Estado
Loterj tenta romper contrato de R$ 188 milhões com empresa ligada a aliado de Flávio Bolsonaro
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Inea investiga abertura de canal entre lagoa e mar na Praia do Foguete, na Região dos Lagos

Órgãos ambientais apuram as causas do rompimento da faixa de areia que alterou a paisagem na Região dos Lagos

Siga-nos no

vídeo que circula nas redes sociais mostra banhistas supostamente abrindo a passagem. — Foto: Redes sociais

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em uma ação conjunta com as prefeituras de Cabo Frio e Arraial do Cabo, abriu uma investigação para apurar a abertura de um canal na faixa de areia da Praia do Foguete. O rompimento, conectou a Lagoa da Barra Nova (popularmente conhecida como Lagoa Vermelha) diretamente ao Oceano Atlântico, esvaziando parte do corpo hídrico e transformando drasticamente a paisagem local.

Imagens aéreas compartilhadas nas redes sociais registraram o exato momento do fluxo contínuo de água escura da lagoa encontrando o verde do mar. A principal linha de investigação tenta determinar se o fenômeno aconteceu por vias naturais — impulsionado pelo acúmulo de chuvas recentes na Região dos Lagos — ou se foi provocado por intervenção humana não autorizada, o que pode configurar crime ambiental.

Vídeo de banhistas causa controvérsia; envolvido se defende

A fiscalização ganhou força após a viralização de um vídeo que mostra um grupo de frequentadores cavando a areia exatamente na área que dividia a lagoa do oceano. De acordo com o Inea, os órgãos ambientais não receberam nenhuma solicitação de licença e tampouco emitiram autorizações para intervenções na localidade, que fica inserida nos limites protegidos do Parque Estadual da Costa do Sol.

Com a repercussão, o banhista Caio Pinheiro se identificou publicamente como uma das pessoas que aparecem nas imagens e negou qualquer intenção de provocar um desastre ambiental.

“Em nenhum momento nossa intenção foi romper a lagoa, provocar qualquer dano ambiental ou realizar uma abertura irregular”, declarou.

Segundo Caio, o grupo estava apenas brincando de cavar uma pequena “piscina natural” para as crianças e o rompimento de fato só teria ocorrido cerca de sete dias após a gravação daquele vídeo, de forma espontânea. Ele se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Alerta para impactos no ecossistema local

O secretário de Meio Ambiente de Cabo Frio, Jailton Nogueira Dias, explicou que a faixa de areia da Praia do Foguete atua como uma zona de drenagem natural. Em períodos de fortes chuvas, o volume acumulado pode exercer pressão interna suficiente para romper a barreira de forma totalmente biológica, um evento que não acontecia na região há quatro anos.

Entretanto, as autoridades alertam que aberturas artificiais forçadas e sem o devido acompanhamento técnico representam sérios riscos. A mudança repentina no fluxo da água altera a salinidade da lagoa de forma drástica, impactando severamente a fauna e a flora nativas, além de prejudicar a dinâmica de drenagem e a estabilidade costeira.

Até o momento, a Prefeitura de Arraial do Cabo e o Inea ressaltam que ainda não há um laudo técnico definitivo que aponte a culpabilidade de terceiros. As equipes continuam monitorando o local para avaliar a extensão dos danos ecológicos e a evolução do canal, enquanto a areia, aos poucos, começa a ser naturalmente reposta pela força das marés.