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Comlurb retira quase 3 toneladas de peixes mortos da Baía de Guanabara

Inea aponta descarte da atividade pesqueira como possível causa

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reprodução

Uma grande quantidade de peixes mortos apareceu nas águas da Baía de Guanabara, nas proximidades da Praça Mauá e do Museu do Amanhã, no Centro do Rio, nesta quinta-feira (22). O volume de animais encontrados chamou a atenção e mobilizou equipes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), que recolheram quase três toneladas de peixes apenas durante a manhã.

A ocorrência foi registrada em uma das áreas turísticas mais conhecidas da capital fluminense. Os peixes se concentraram no espelho d’água próximo ao museu, levando os órgãos responsáveis a prestar esclarecimentos sobre a possível origem do material.

Apesar da quantidade encontrada, análises realizadas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em diferentes pontos da Baía de Guanabara não identificaram contaminação, segundo informações divulgadas pelo órgão.

Inea investiga origem dos peixes

O Instituto Estadual do Ambiente informou que realizou análises em vários pontos da Baía de Guanabara para verificar as condições ambientais. De acordo com o órgão estadual, os resultados não apontaram contaminação nos locais examinados. O Inea afirmou ainda que os indícios disponíveis sugerem que os peixes mortos sejam provenientes de descartes relacionados à atividade pesqueira.

A avaliação indica uma possível origem para o material encontrado, mas não representa uma conclusão definitiva sobre as circunstâncias em que os animais foram parar na água.

O instituto também esclareceu que a responsabilidade pela limpeza do trecho afetado é da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Quase três toneladas recolhidas

A Comlurb informou que mantém um serviço diário de limpeza do espelho d’água no entorno do Museu do Amanhã, realizado com o auxílio de uma embarcação.

Diante da quantidade de peixes encontrados nesta quinta-feira, equipes da companhia atuaram na retirada dos animais acumulados na região da Praça Mauá.

Segundo a empresa municipal, quase três toneladas de peixes mortos foram recolhidas somente durante a manhã.

O volume representa a quantidade retirada pelas equipes no período informado e não necessariamente o total de animais presentes na Baía de Guanabara.

A companhia confirmou que mantinha profissionais no local realizando o trabalho de remoção.

Área turística do Rio é afetada

O aparecimento dos peixes ocorreu nas proximidades do Museu do Amanhã, localizado na Praça Mauá, uma das principais referências da região portuária revitalizada do Rio de Janeiro.

A concentração dos animais mortos no espelho d’água colocou em evidência a necessidade de esclarecer a origem do material e de realizar sua retirada.

Embora as análises ambientais divulgadas pelo Inea não tenham detectado contaminação, o órgão não apresentou uma conclusão definitiva sobre a procedência dos peixes.

A hipótese de descarte ligado à atividade pesqueira permanece como a explicação apontada pelo instituto para a ocorrência.

Até o momento das informações divulgadas nesta quinta-feira (22), não havia detalhes sobre a identificação de embarcações ou responsáveis por eventuais descartes.

A Comlurb segue responsável pelo serviço de limpeza da área, enquanto os esclarecimentos do Inea indicam que a ocorrência não foi associada a contaminação nos pontos analisados.