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TSE rebate acusações de Flávio Bolsonaro e reafirma segurança das eleições

Kassio Nunes Marques afirmou que a votação respeitou as regras legais e garantiu que questionamentos apresentados pelos meios legais serão analisados

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Foto: Reprodução

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta quarta-feira (28) que as eleições de 2026 ocorreram dentro da normalidade e respeitaram as leis. A declaração foi divulgada após o senador Flávio Bolsonaro (PL) publicar uma carta com acusações de fraude eleitoral e questionamentos sobre a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em nota, Nunes Marques destacou que o resultado das urnas representa a vontade dos eleitores. Segundo o ministro, mesmo diante de dificuldades na reta final da votação, a atuação dos servidores e as medidas adotadas pela Justiça Eleitoral permitiram concluir a apuração com segurança. Ele também afirmou que todas as contestações apresentadas dentro do processo legal serão analisadas e respondidas.

Na carta divulgada nesta quarta-feira, Flávio Bolsonaro se declarou o verdadeiro presidente eleito do Brasil, mas apagou o trecho minutos depois, ao publicar uma nova versão do documento. O senador, que está nos Estados Unidos com a família, voltou a questionar o resultado do segundo turno e afirmou que pretende liderar a oposição brasileira no exterior. Ele, porém, não apresentou provas das supostas irregularidades.

Um dos argumentos utilizados pelo senador foi a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que autorizou a prorrogação da votação de domingo (25) até as 19h. Flávio questionou a medida e fez críticas ao magistrado. No entanto, dados oficiais do TSE mostram que 34.393 votos foram computados após as 17h. Mesmo que todos fossem destinados a Lula, o número representaria menos de 1% da diferença final entre os candidatos.

Segundo a apuração oficial, Lula venceu o segundo turno com 64,2 milhões de votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 59,8 milhões, ou 48,21%, uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

Após a divulgação do resultado, Flávio chegou a anunciar que pediria a anulação das eleições, mas, no dia seguinte, recuou da iniciativa, segundo informações de integrantes de sua campanha. Na terça-feira (27), aliados informaram que ele havia deixado o Brasil. O senador chegou a Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira, após passar pela Argentina e pelo Equador.