Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Douglas Ruas promete mudança na segurança do Rio a partir de janeiro de 2027 após sequestros de ônibus
Estado
Douglas Ruas promete mudança na segurança do Rio a partir de janeiro de 2027 após sequestros de ônibus
Comércio do Rio espera aumento de 3% nas vendas para o Halloween
Rio de Janeiro
Comércio do Rio espera aumento de 3% nas vendas para o Halloween
Papa Leão XIV faz história ao votar nas eleições dos Estados Unidos
Mundo
Papa Leão XIV faz história ao votar nas eleições dos Estados Unidos
Douglas Ruas abre consulta nas redes sociais para definir prioridades do governo do Rio
Estado
Douglas Ruas abre consulta nas redes sociais para definir prioridades do governo do Rio
Justiça determina que fábrica readmita 22 funcionários demitidos após eleição de Lula
Brasil
Justiça determina que fábrica readmita 22 funcionários demitidos após eleição de Lula
SUS identifica quase 10 mil casos de HPV de alto risco em novos exames
Saúde
SUS identifica quase 10 mil casos de HPV de alto risco em novos exames
Rio terá quase 3 mil novas vagas de estacionamento rotativo a partir de novembro
Rio de Janeiro
Rio terá quase 3 mil novas vagas de estacionamento rotativo a partir de novembro
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Justiça determina que fábrica readmita 22 funcionários demitidos após eleição de Lula

Decisão aponta indícios de assédio eleitoral e discriminação política. Empresa tem 48 horas para reintegrar os trabalhadores, sob pena de multa diária de R$ 5 mil por funcionário

Siga-nos no

Foto: Reprodução

A Justiça do Trabalho determinou que uma fábrica de jeans, em Fortaleza, no Ceará, readmita pelo menos 22 funcionários demitidos no dia 26 de outubro, um dia após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada na quinta-feira (29/10) pela juíza Manuela de Albuquerque Viana, da 4ª Vara do Trabalho da capital cearense.

A magistrada identificou indícios de assédio eleitoral, discriminação por posicionamento político e abuso do poder empresarial. A decisão atende a um pedido apresentado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que denunciou ameaças de demissão, ofensas verbais e a exposição de cartazes na fábrica antes da votação.

Segundo a juíza, há indícios de que os desligamentos foram uma retaliação às escolhas políticas dos funcionários. A decisão levou em conta áudios, documentos e fotografias apresentados pelo MPT. As demissões ocorreram após uma reunião convocada pelo empresário, no dia seguinte ao resultado da eleição.

A Justiça estabeleceu prazo de 48 horas para a reintegração dos trabalhadores, com a recuperação dos cargos, salários e benefícios. Caso a determinação não seja cumprida, a empresa poderá pagar multa diária de 5 mil reais por funcionário não readmitido.

A decisão também proíbe novas ameaças, perseguições ou qualquer tipo de pressão política contra os empregados. A empresa ainda deverá publicar uma retratação no quadro de avisos da fábrica e nas redes sociais, reconhecendo o direito dos trabalhadores à liberdade de opinião e escolha política.

Para a magistrada, a permanência das demissões poderia aumentar o medo de represálias e comprometer a liberdade de pensamento dos funcionários no ambiente de trabalho.