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Ruas defende conter despesas e teto de gastos para equilibrar contas do Rio

Maria Gabriela Bessa comandará a Casa Civil; Fernanda Louback assumirá Políticas Inclusivas e da Mulher, e Anderson Monteze ficará com Planejamento, Gestão e Inovação

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Foto: Joice Santos

O governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL), afirmou nesta terça-feira (3) que pretende implementar um teto de gastos para limitar o crescimento das despesas públicas e buscar o equilíbrio fiscal do estado. A medida, segundo ele, já é objeto de um projeto de lei em tramitação e deverá respeitar a legislação federal. O Rio tem déficit previsto de R$ 14 bilhões para 2027.

O governador eleito disse que o controle das despesas será necessário para viabilizar as propostas apresentadas durante a campanha.

“Sem o equilíbrio fiscal a gente não consegue alcançar esses objetivos. Já temos um PL tramitando que visa diminuir o teto de gastos para o estado do Rio de Janeiro. O estado vai passar a ter, sim, um teto de gasto, para alcançarmos o tão sonhado equilíbrio fiscal”, declarou.

“O teto não pode, de maneira alguma, ferir a legislação federal. Serão sempre respeitados. O objetivo é que possamos limitar o crescimento da despesa respeitando o crescimento da receita”, disse.

O governador eleito afirmou ainda que pretende cumprir, ao longo do mandato, os compromissos apresentados aos eleitores. “Nosso dever é nos próximos quatro anos entregar tudo que apresentamos como propostas”, afirmou.

Durante o anúncio dos primeiros nomes de seu secretariado, Ruas também comentou as manifestações que questionam o resultado das eleições de 2026 e criticou movimentos que tentam mobilizar a população contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

“A gente tende a lamentar movimentos que tentam insurgir a população contra a Suprema Corte, querendo mudar o resultado já proclamado. As eleições de 2026 já encerraram em todo território nacional”, afirmou, sem citar Flávio Bolsonaro, candidato que apoiou ao longo do pleito.

Segurança pública e redução de secretarias
Ruas também adiantou que pretende reduzir o número de secretarias em relação à estrutura atual, mas ainda não definiu quantas pastas formarão o governo.

Na área de segurança pública, ele afirmou que os nomes da equipe serão anunciados posteriormente e voltou a defender um modelo com uma Secretaria de Segurança Pública responsável pela coordenação das polícias.

“Em relação à segurança pública, em breve vamos anunciar os nomes da nossa equipe. Sempre me manifestei a favor de um modelo que é uma Secretaria de Segurança com o comando da PM e da Civil abaixo do comando desse secretário”, afirmou.

Casa Civil terá foco na execução do plano de governo
Maria Gabriela Bessa, anunciada para comandar a Secretaria de Casa Civil e Governança, afirmou que pretende trabalhar para garantir a continuidade dos serviços públicos durante a transição e contribuir para a execução do plano de governo.

Ela destacou a parceria de trabalho com Ruas ao longo dos últimos anos e afirmou que poucas mulheres ocuparam o comando da Casa Civil.

“Poucas mulheres estiveram à frente da Casa Civil. Ao longo de sete anos, eu e Douglas fomos parceiros em outras pastas e conheço o processo de liderança dele. Me orgulho muito de ter feito parte da construção desse plano. O grande desafio é fazer com que esse projeto político seja concretizado e tenha resultados reais”, disse.

Gabriela afirmou que a gestão será conduzida sob a liderança do governador eleito, com foco na implementação das propostas. “É um governo que vai estar focado na liderança do Douglas para que consigamos concretizar o plano do Rio real”, declarou.

Foto: Joice Santos

Fernanda Louback assume políticas inclusivas e da mulher
A vice-governadora eleita Fernanda Louback ficará à frente da Secretaria de Políticas Inclusivas e da Mulher. Ela afirmou que a nova função permitirá colocar em prática propostas voltadas à inclusão em diferentes áreas da administração pública.

“Recebo com alegria esse compromisso. Uma pauta que eu luto há muito tempo! Eu vou conseguir colocar em prática tudo que eu sempre quis, incluir as pessoas. A inclusão precisa acontecer na saúde, educação, em todas as áreas. Vai ser um governo que vamos conseguir avançar muito”, declarou.

Monteze promete simplificar serviços e manter investimentos
À frente da Secretaria de Planejamento, Gestão e Inovação, Anderson Monteze afirmou que pretende simplificar processos e ampliar o acesso da população aos serviços digitais do estado.

Ele também destacou que o teto de gastos não deverá impedir investimentos, mas atuar sobre as despesas públicas.

“Hoje a gente fala muito de simplificar processos, trazer o cidadão mais próximo para que ele se sinta confortável em acessar nossas plataformas digitais e consiga o serviço desejado. A gente fala muito sobre o teto de gastos e equilíbrio fiscal, ela não vem para impedir investimentos, ao contrário. A gente faz teto de gasto em despesas”, afirmou.