A corrida pelo comando da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) começou a ganhar contornos de disputa entre governo e oposição. Fortalecido pelas urnas, o PT deu a largada, nesta terça-feira (3), às articulações para lançar o ex-presidente da Casa André Ceciliano na eleição da próxima Mesa Diretora. A movimentação abre caminho para um confronto político com o grupo do governador eleito Douglas Ruas (PL), que já definiu o deputado Anderson Moraes (PL) como seu candidato à presidência do Legislativo fluminense.
A escolha governista, porém, não representa unanimidade dentro do próprio PL. Parte da bancada demonstra preferência pelo atual vice-presidente da Assembleia, Guilherme Delaroli, também integrante do partido. A federação União Progressista, por sua vez, já fechou apoio ao nome de Moraes.
Do lado da oposição, a estratégia começou a ser desenhada durante uma reunião dos deputados estaduais eleitos pelo PT para a próxima legislatura. O encontro ocorreu na sede do Conselho Regional dos Técnicos Industriais (CRT-RJ), no Centro do Rio, e terminou com a decisão de entregar a Ceciliano a responsabilidade de conduzir as conversas com outras forças políticas para tentar viabilizar sua candidatura. Participaram da reunião, além de Ceciliano, os deputados eleitos Elika Takimoto, Marina do MST, Allyson Elias, Zeidan e Adilson Pires. Verônica Lima e Leonel de Esquerda não compareceram.
A movimentação ocorre em um momento de fortalecimento do PT na Assembleia. O partido passará de cinco para nove deputados estaduais na próxima legislatura, ampliando sua capacidade de negociação e sua influência nas decisões internas do Parlamento. A ampliação da bancada, entretanto, não garante votos suficientes para eleger Ceciliano. Para conquistar a presidência da Alerj, o ex-presidente precisará construir uma composição que ultrapasse os limites do PT e atraia parlamentares de outras legendas, inclusive de partidos que não integram formalmente a oposição.








