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Mpox: Saúde estadual reforça orientações sobre prevenção e vacinação

Estado do Rio registrou aumento de casos este ano em relação ao ano passado

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reprodução

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) orienta a população sobre as medidas para prevenir a Mpox, doença viral infecciosa causada pelo vírus monkeypox, que provoca erupções e lesões na pele. Entre janeiro e 3 de novembro deste ano, foram confirmados 269 casos em todo o estado, sem registro de óbitos, enquanto no ano passado, no mesmo período, foram registrados 92 casos.

A Secretaria Estadual assim como o Ministério da Saúde mantém vigilância ativa em relação à doença junto aos municípios e reforça que o SUS está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar os casos. Além disso, a SES-RJ irá receber reforço dos estoques de imunizantes contra a Mpox.

A medida tem como objetivo contribuir para o controle dos casos e ampliar a preparação da rede de saúde para o fim do ano, período marcado pelo aumento da circulação de pessoas.

Entre os cuidados para reduzir o risco de transmissão estão: evitar o contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas e procurar atendimento em uma unidade de saúde diante de possíveis sintomas. As manifestações incluem erupções e lesões na pele, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e cansaço.

De acordo com técnicos da Secretaria, a quantidade de lesões varia de uma pessoa para outra. Embora sejam mais frequentes no rosto, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, elas podem aparecer em qualquer região do corpo, inclusive nos órgãos genitais.

A maioria dos pacientes apresenta sintomas leves ou moderados. O tratamento é baseado em cuidados clínicos de suporte, com foco no alívio dos sintomas, na prevenção e no tratamento de possíveis complicações e na redução do risco de sequelas.

Mais informações e orientações sobre a Mpox, infecção causada pelo vírus MPXV, estão disponíveis no painel Monitora, no site da SES-RJ (monitorar.saude.rj.gov.br).

Imunização no estado

Até 2 de novembro, a SES-RJ registrou 953 doses aplicadas contra a Mpox em todo o território fluminense. Os dados foram divulgados pelo Painel de Ocorrência, atualizado nesta terça-feira (03/11), com informações provenientes da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

A aplicação é destinada a públicos específicos com maior risco de exposição ou agravamento do quadro: profissionais de laboratório que trabalham com Orthopoxvírus; pessoas vivendo com HIV/Aids com imunossupressão; e indivíduos que tiveram contato direto de médio ou alto risco com um caso suspeito ou confirmado de Mpox, após avaliação da vigilância em saúde.

O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre elas.

Prevenção e cuidados

A principal orientação das autoridades de saúde é evitar o contato direto com pessoas que apresentem sinais suspeitos da doença, especialmente lesões na pele ou nas mucosas. Entre as recomendações estão:

Evitar contato físico direto com lesões de pessoas com suspeita ou confirmação de Mpox;

Suspender contatos íntimos e relações sexuais quando houver sinais ou sintomas suspeitos, até a avaliação de um profissional de saúde;

Não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas de cama e vestimentas, que possam estar contaminados;

Procurar atendimento em uma unidade de saúde ao identificar lesões suspeitas, principalmente nas regiões genital, anal, oral ou em outras partes do corpo, mesmo quando não houver febre ou aumento dos gânglios linfáticos.