A estrutura administrativa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio passará por uma nova reorganização. Uma resolução publicada pela Secretaria de Estado de Polícia Militar no Diário Oficial prevê a redução de 16 para dez unidades com administração própria, como parte da terceira fase de reestruturação do Comando de Polícia de Proximidade (CPP).
O texto, assinado pelo secretário Sylvio Ricardo Ciuffo Guerra, anuncia que, na prática, seis UPPs deixarão de funcionar como unidades independentes e passarão a ser subordinadas a outras, que atuarão como sedes regionais.
A última reorganização da estrutura foi feita em 2024, quando fusões e fechamentos de unidades as reduziram de 29 para 16.
Unidades-sede vão concentrar comando e distribuição de recursos
Com a nova resoluação, as dez UPPs que permanecerão com estrutura administrativa própria ficarão responsáveis pelo planejamento das operações e pela distribuição de efetivo, viaturas e equipamentos. As áreas incorporadas continuarão contando com companhias destacadas, que manterão o policiamento ostensivo nas comunidades, mas passarão a responder administrativamente às unidades-sede.
Ainda de acordo com a resolução, a proposta é concentrar a gestão e ampliar o direcionamento de policiais para as atividades nas ruas. O texto também estabelece que a mudança não poderá comprometer a continuidade do policiamento nas comunidades atendidas pelo programa.
Na prática, algumas UPPs passarão a incorporar áreas que antes tinham administração independente.
As dez unidades que permanecerão como UPPs-sede são:
- Santa Marta: permanecerá como unidade regionalizada, com atuação local concentrada, vinculada à área do 2º BPM;
- Jacaré: incorporará as Companhias São João e Lins, vinculadas à área do 3º BPM;
- Mangueira: incorporará as Companhias Barreira do Vasco e Turano, vinculadas à área do 4º BPM;
- Providência: permanecerá como unidade regionalizada, com atuação local concentrada, vinculada à área do 5º BPM;
- Borel: incorporará as Companhias Salgueiro, Formiga e Macacos, vinculadas à área do 6º BPM;
- Complexo do Alemão: incorporará as Companhias Fazendinha, Nova Brasília e Alemão, vinculadas à área do 16º BPM;
- Complexo da Penha: incorporará as Companhias Vila Cruzeiro e Chatuba, vinculadas à área do 16º BPM;
- Pavão-Pavãozinho: incorporará as Companhias Tabajaras e Babilônia/Chapéu Mangueira, vinculadas à área do 19º BPM;
- Manguinhos: incorporará as Companhias Adeus/Baiana e Arará, vinculadas à área do 22º BPM;
- Rocinha: incorporará a Companhia Vidigal, vinculada à área do 23º BPM.
A reestruturação também prevê que o efetivo do Comando de Polícia de Proximidade (CPP) seja ajustado para um total de 3 mil policiais militares.
O texto estabelece, porém, que a reorganização deverá priorizar o emprego dos agentes no policiamento ostensivo, considerado a atividade-fim da corporação. A distribuição do efetivo deverá seguir um planejamento operacional próprio, que não foi detalhado no documento.
Desmobilização de dez estruturas
A resolução determina ainda a desmobilização definitiva de dez estruturas. A lista inclui torres e cabines blindadas, além de bases instaladas em diferentes comunidades. Entre as estruturas que serão desmobilizadas estão a Torre Blindada do Adeus, a Cabine Blindada dos Democráticos, a Base Buraco do Lacerda, a Base Feirinha e a Base Largo do Jacaré.
Também estão na relação a Torre Blindada da Gamboa, a Cabine Predinhos, a Cabine Blindada da Praça São Lucas, a Cabine Gambá e a Base Basanha.
A implementação das mudanças ficará sob responsabilidade do Comando de Polícia de Proximidade, que deverá coordenar as medidas administrativas e operacionais em conjunto com o Estado-Maior Geral e os demais setores da corporação.








