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Metralhadoras do Exército recuperadas no Rio passam por perícia ainda hoje

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Foto: Reprodução

Foram interceptadas nesta quinta-feira (19), dentro de um carro, na entrada da Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio, 8 das 21 metralhadoras do exército que foram furtadas do Arsenal de Guerra do quartel em Barueri, em São Paulo.

A apreensão de 4 metralhadoras ponto 50 e outras 4 mags, calibre 7,62, foi feita por policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), com apoio da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) e da Inteligência do Exército.

O material recuperado vai passar por perícia ainda hoje. Outras 13 armas ainda estão desaparecidas: 7 ponto 50, capazes de derrubar aeronaves, e 6 mags, usada para combate.

Foto: Reprodução

Como divulgado durante a semana, um vídeo de quatro dessas armas sendo oferecidas a traficantes do Comando Vermelho (CV) foi interceptado pela polícia, que comunicou à inteligência do Exército. As quatro armas que aparecem no vídeo estão entre as oito apreendidas na noite ontem.

Em coletiva de imprensa, o novo secretário de Estado de Polícia Civil, delegado Marcus Amim, anunciou o resultado da ação que resultou na recuperação das oito armas furtadas do Exército Brasileiro. Segundo Amim, as investigações apontam que o armamento foi adquirido pela cúpula de uma facção criminosa que está promovendo uma disputa territorial na Zona Oeste.

Foto: Reprodução

Policiais descobriram que que parte desse arsenal foi comprada, depois de ter sido oferecido em quatro favelas dominadas pela facção: Nova Holanda, no Complexo da Maré; Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha; Rocinha e Cidade de Deus.

Na manhã de quarta-feira (18) , novas informações da inteligência da polícia indicaram que haveria uma movimentação de armas, da Favela da Rocinha, em São Conrado, para a Gardênia Azul.

Exército

O Arsenal de Guerra de São Paulo é para onde vão as armas que precisam de conserto. O armamento quebrado é encaminhado para a unidade, que fica em Barueri, na Grande de São Paulo, e funciona como uma espécie de fábrica de armas.

Ao todo, sumiram do local 13 metralhadoras calibre.50 e 8 de calibre 7,62, armamentos inservíveis recolhidos para manutenção. Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado para apurar as circunstâncias do crime. A investigação segue em curso e está sob sigilo.

Logo depois que o sumiço foi identificado, o Exército manteve aquartelada “de prontidão” toda a tropa do Arsenal de Guerra de São Paulo, um total de 480 militares. Na última terça (17), o batalhão passou do estado de ”prontidão para sobreaviso”, com a liberação de parte da tropa. Hoje, 160 militares ainda estão mantidos no local.

Segundo informações, foram proibidos de sair principalmente aqueles que trabalharam nos dias 6 e 7 de setembro. Uma das possibilidades investigadas é de que o roubo tenha ocorrido no ferido de 7 de setembro, quando o quartel estava com efetivo reduzido. Um subtenente responsável por esse depósito é o mais visado pela investigação. Os militares estão sendo ouvidos.