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Após a morte de Faustão, milícia do Rio se reorganiza com possível sucessor do posto

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Rui Paulo Gonçalves Estevão, conhecido como Pipito — Imagem: Reprodução

Após a morte de Matheus da Silva Rezende, também conhecido como Faustão e apontado como o sucessor de Luís Antônio da Silva Braga, conhecido como Zinho, na maior milícia do Rio, há indícios de que Rui Paulo Gonçalves Estevão, mais conhecido como Pipito, poderá ocupar a segunda posição de destaque no grupo.

De acordo com informações da área de Inteligência das forças de segurança do Rio, a milícia já está se reorganizando com o objetivo de instalar Pipito como o novo líder.

Na última segunda-feira (23), criminosos ordenaram ataques a 35 ônibus na Zona Oeste do Rio, em retaliação à morte de Faustão. A polícia estadual acredita que a ordem para esses ataques tenha partido de Pipito. Pipito entrou para a milícia em 2017, quando o grupo paramilitar era liderado por Carlos Alexandre da Silva Braga, também conhecido como Carlinhos Três Pontes.

Ele já foi um dos homens de confiança de Wellington da Silva Braga, apelidado de Ecko e tio de Faustão. Pipito chegou a ser preso em 2018 com duas pistolas em sua residência.

De acordo com informações provenientes da Operação Dinastia, realizada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, Pipito era identificado como chefe da milícia na comunidade de Antares, localizada em Santa Cruz.

Essa região é considerada estratégica para a milícia, anteriormente dominada pelo Comando Vermelho. A milícia continuou lucrando com o tráfico de drogas na área.

Em mensagens interceptadas, Pipito aparece em diálogos com um miliciano chamado Flex, solicitando auxílio para elaborar a escala das “guarnições” da milícia, responsáveis pelo patrulhamento da região de Antares.

O comando da milícia se encontra dividido e marcado por disputas internas desde a morte de Ecko em 2021, no Dia dos Namorados. Um dos membros antigos do grupo, Danilo Dias Lima, também conhecido como Tandera, tornou-se rival de Ecko e formou sua própria milícia.

Além das disputas entre milícias rivais, o grupo está envolvido em conflitos territoriais com facções criminosas, como a liderada por Wilton Carlos Rabelo Quintanilha, apelidado de Abelha. Conforme informações da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), o miliciano foi liberado em 2020, beneficiado por uma decisão judicial que permitiu sua saída temporária durante a pandemia.

Pipito é considerado um indivíduo ligado à violência e tem dois mandados de prisão em seu nome, sendo um deles expedido em 17 de outubro, após ser acusado de participar da execução de um homem cujo corpo carbonizado nunca foi encontrado, apesar das investigações. A suspeita é que Pipito e outros três milicianos, incluindo Zinho, também sob investigação por esse crime, tenham ocultado o corpo da vítima.

O Disque Denúncia está pedindo ajuda na localização de Pipito.