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Agentes da Cet-Rio recebem treinamento para conter bichos desgarrados nas ruas da cidade

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Foto: Reprodução

Agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (Cet-Rio) estão sendo treinados com cordas e laços para poderem desenrolar o trânsito quando há invasão de animais nas vias expressas. São 46 controladores que estão desde agosto recebendo treinamento para aprender a conter cavalos, cabritos, ovelhas, porcos, bois e até búfalos. As aulas foram dadas por especialistas do setor de recolhimento e capturas do Centro de Controle de Zoonoses Paulo Dacorso Filho (CCZ), do Instituto de Vigilância Sanitária (Invisa-Rio), órgão ligado à Secretaria municipal de Saúde.

Vídeo: Divulgação Cet-Rio

Cenas de confusão urbana acontecem com frequência,  na última quinta-feira, por exemplo, três bois desgarrados atravessaram uma passagem clandestina e foram parar nos trilhos da estação de trem de Magalhães Bastos. Em julho deste ano, um boi causou grande confusão e deu um nó no trânsito, depois que fugiu de um curral, no Caju, passeou pela Linha Vermelha, sentido Zona Oeste e foi parar no Viaduto do Gasômetro onde foi contido. A confusão causada pelo boi, ajudou na decisão de criar o curso especial.

A CCZ, que fica em Santa Cruz, Zona Oeste da cidade, tem a responsabilidade de capturar esses animais que surgem nas vias públicas. De janeiro a setembro deste ano, 293 bichos foram recolhidos pelas equipes. Outros 12 foram encontrados em estradas, vias expressas ou túneis, no mesmo período, por agentes da CET-Rio.

O curso para “cowboys do asfalto” apresentou a turmas de controladores de tráfego aulas práticas na sede do CCZ e nas ruas. Os alunos aprenderam a laçar os animais na pista e a isolá-los dos carros com o auxílio de cordas. A intenção principal é a contenção, para evitar riscos ao usuário da via ou ao próprio animal. Durante o curso, os agentes de tráfego também tiveram aulas práticas e participaram de resgates. Segundo a CET-Rio, a partir de agora cordas de contenção e laços fazem parte do equipamento que controladores levam nos veículos utilizados nas vias. A ideia é a que esses profissionais contenham os animais com mais rapidez, isolando-os dos carros com cordas em um espaço até a chegada de especialistas do CCZ.

Segundo o diretor de operações da CET-Rio, Gustavo Oliveira, com esse treinamento específico, quando surgir um animal solto nas vias públicas ou nas vias expressas, essas equipes serão acionadas. Gsutavo acrescentou ainda que  os agentes treinados funcionarão como multiplicadores, repassando as técnicas a outros controladores de tráfego.

Já o médico-veterinário e gerente de capturas e recolhimento de animais do Invisa-Rio, Frederico Azevedo diz que os bichos mais difíceis de capturar são os os bovinos e os bubalinos (búfalos), porque têm poder de destruição muito grande. De acordo com Frederico, esses animais são capazes de destruir carros, motos e tudo que passa por perto e geralmente há a necessidade de interditar as vias para capturá-los.

Segundo o veterinário, bois, cavalos e búfalos costumam aparecer com mais frequência em vias públicas perto de áreas de características rurais, principalmente em bairros da Zona Oeste.

Os animais subjugados e recolhidos são levados para o CCZ, onde ficam por 72 horas. Para retirá-los do local, os proprietários devem pagar uma taxa de apreensão que varia de acordo com a espécie (equinos e bovinos, por exemplo, têm custo de R$ 210). Também é preciso que eles arquem com os custos da diária de apreensão (R$ 31). Em caso de reincidência, a multa passa a ser dobrada. Se a retirada do animal não for feita por seu tutor num prazo de três dias, o bicho é doado pelo município para um curral conveniado, localizado na Baixada Fluminense.