Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
MPRJ recorre de perdão judicial a Monique Medeiros
Destaque
MPRJ recorre de perdão judicial a Monique Medeiros
Corpo de mulher assassinada pelo ex-marido na frente da filha é sepultado em Duque de Caxias
Estado
Corpo de mulher assassinada pelo ex-marido na frente da filha é sepultado em Duque de Caxias
Azul Encolhe Frota no Ar para Proteger o Caixa
Economia
Azul Encolhe Frota no Ar para Proteger o Caixa
Fifa flexibiliza regras e permite entrada de água na Copa do Mundo
Saúde
Fifa flexibiliza regras e permite entrada de água na Copa do Mundo
VLT Carioca completa 10 anos com 84% de aprovação e mira expansão no Centro do Rio
Rio de Janeiro
VLT Carioca completa 10 anos com 84% de aprovação e mira expansão no Centro do Rio
STF e CNJ fazem “pente-fino” em penduricalhos de magistrados.
Política
STF e CNJ fazem “pente-fino” em penduricalhos de magistrados.
Justiça condena Light por falta de energia em escola
Baixada Fluminense
Justiça condena Light por falta de energia em escola
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Casal que imitou macacos em roda de samba é investigado no Rio

Siga-nos no

Foto: Jackqueine Oliveira/Arquivo pessoal

Um casal de pessoas brancas foi filmado imitando macacos na roda de samba Pé de Teresa, na Praça Tiradentes, região central do Rio de Janeiro, na noite da última sexta-feira (19). A gravação foi feita pela jornalista Jackeline Oliveira (esquerda na foto em destaque), que registrou ocorrência, junto com a produção do evento e a presidente da Comissão de Combate ao Racismo da Câmara Municipal, Monica Cunha, na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

A Decradi confirmou em nota que o caso foi registrado, e que “testemunhas estão sendo ouvidas e diligências estão em andamento para identificar e intimar os autores para prestarem esclarecimentos na delegacia”.

O que se sabe até agora é que a mulher é Argentina e o homem brasileiro, residente no Rio

Jackeline Oliveira expressou toda a sua indignação pelo que presenciou na roda de samba, da qual participavam cerca de 60 pessoas. Para ela, não foi um deboche ou brincadeira o que aconteceu. “Eles estavam fazendo gestos para diminuir as pessoas pretas de modo geral. Eram atos discriminatórios”. Por isso, a primeira coisa que ela falou na delegacia é que aquilo não era uma dança, uma brincadeira. Eram atos discriminatórios para diminuir as pessoas pretas que estavam ali, a cultura das pessoas pretas”, disse à Agência Brasil.

Acrescentou ter ficado envergonhada, constrangida. “Quando o racismo atravessa a gente enquanto corpo preto, ainda mais quando ele não é direto, porque a gente pode responder, discutir, brigar, chamar a polícia, parte para cima, quando é necessário. Mas quando o racismo não é direto, a gente fica quase inerte, como eu e quase 60 pessoas ficamos ali, vendo aquelas duas pessoas”.

Jackeline decidiu gravar a cena para ter provas. Ela postou nas redes sociais e não esperava a reação tão grande. “Isso não pode ser só uma postagem. Tem que virar denúncia. Esses caras têm que pegar pelo que fizeram. Essa denúncia tem que ser uma forma de inibir outras pessoas de cometerem crime de racismo”, decidiu.

A produção do evento postou o vídeo em rede social, classificando a cena de “inaceitável”.